Grupo de Muriaé formado no Facebook realiza projeto de conservação de nascente



Grupo de Muriaé formado no Facebook realiza projeto de conservação de nascente

Um grupo de 51 amigos muriaeenses, que se reúnem virtualmente no Facebook (FaceMuri), finalizou no último dia 15, sábado, um projeto para proteção de nascentes. Cada um contribuiu com uma quantia em dinheiro que foi usada para o transporte das 2.500 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica plantadas na propriedade do Sr. Francisco de Assis Castro Medeiros, no Distrito de Vermelho. A área de 5 hectares foi cercada e passa agora a ser uma reserva particular. O projeto teve também a participação do IEF e da Emater. As mudas foram doadas pelo Grupo Votorantim.

Segundo o gestor ambiental Renato Sigiliano, que coordenou o projeto , a iniciativa parece ser inédita, tornando o FaceMuri o primeiro grupo sustentável do Facebook. Tudo começou na internet, no Grupo que discute diariamente os problemas de Muriaé. O FaceMuri, como é chamado o Grupo, já possui 617 membros, todos muriaeenses ou ex moradores, muitos teclando de outros países como Estados Unidos, Canadá, Suíça e Portugal, além de diversas cidades de Minas Gerais e outros estados. Em comum, o amor por Muriaé e o desejo que a cidade acerte o passo. O desejo de alguns membros era que o grupo fosse ativo e não que ficasse só na reclamação e lamentação dos erros cometidos na cidade por cidadãos inconscientes e governantes omissos. O Projeto Nascentes pretende ser o primeiro de muitos.

No sábado último vários participantes do projeto foram à área da nascente para inaugurar a placa com os dizeres “Ouvindo a natureza com o Projeto Nascentes – FaceMuri – Grupo Sustentável do facebook – Muriaé – MG – Protegendo a 1ª Nascente – Distrito de Vermelho – 2011″. Também está gravado na placa o nome de todos que colaboram. Todos do FaceMuri usavam uma camisa confeccionada especialmente para o evento. Na sede da fazenda foram exibidos dois filmes que falam sobre proteção de águas. O primeiro trata da experiência pioneira da cidade de Nova Iorque, que optou por investir na proteção das nascentes e dos cursos d”água, reduzindo custos com o tratamento nas tradicionais estações para esse fim. A cada dólar investido no apoio e remuneração dos produtores rurais, proprietários das nascentes nas montanhas que cercam a cidade, sete dólares deixaram de ser gastos no tratamento da água. O segundo filme foi um Globo Rural relatando a experiência da cidade mineira de Extrema, que remunera mensalmente aos proprietários que protegem as suas nascentes, que produzem água para abastecer a cidade de São Paulo.

Com o Projeto Nascentes, Muriaé se coloca entre as cidades em que a população, cansada de esperar, se organiza para proteger seu meio ambiente com ações positivas como esta. Estão de parabéns os membros do FaceMuri, O Sr. Francisco que abraçou a idéia e os órgãos governamentais que apoiaram o projeto.

Fonte: Claudio Cordeiro

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