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Jucélia Baesso pode retornar ao cargo em Santana de Cataguases por força de liminar


Prefeita Jucélia Baesso

A prefeita Jucélia Baesso, destituída do cargo em Santana de Cataguases recentemente, por determinação da Justiça Eleitoral, teve nos últimos dias, notícias animadoras oriundas do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Seus advogados conseguiram separar os processos, ficando um para o ex-prefeito Edgar Xavier de Souza e outro para Jucélia e seu vice, José Eduardo Lima (Zé do Jandir). A prefeita também ganhou o direito de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral e vai entrar com um pedido de liminar para reassumir o cargo enquanto aguarda a decisão final daquela corte.

Solicitar a separação dos réus no processo criando um para cada envolvido ou, no caso específico de Santana de Cataguases, dois processos para três réus, é uma alternativa comum no meio jurídico. Neste caso, a justiça aceitou que Edgar Xavier seja julgado separadamente dos demais (Jucélia e Zé do Jandir). Advogados consultados pelo Site do Marcelo Lopes disseram que esta atitude pode beneficiar Jucélia e seu vice, uma vez que não há prova concreta de abuso de poder econômico por parte de Jucélia nem de Zé do Jandir, mas sim a acusação de que teriam sido beneficiados por tal prática.

Em outra ação, os advogados de Jucélia, Edgar e Zé do Jandir, entraram com um agravo de instrumento junto ao TRE-MG pedindo a reforma da decisão, ou seja, um novo julgamento que será feito pelo Tribunal Superior Eleitoral. O pedido foi deferido pelo presidente do TRE-MG, Desembargador Antônio Carlos Cruvinel. Nesta quarta-feira, 15, os advogados da autora da ação, a ex-candidata a vereadora Maria Ivonete Marquesine de Castro, juntaram ao processo as contrarrazões ao recurso, o que equivale dizer, os motivos pelos quais os ministros do TSE não devem mudar a decisão da Justiça Eleitoral de Minas. Agora, os advogados de Jucélia e Zé do Jandir, deverão entrar com o pedido de liminar junto ao TSE para que a prefeita e seu vice retornem ao cargo até o julgamento final do processo.

As informações foram confirmadas pelo Secretário Municipal de Fazenda e Administração da prefeitura de Santana de Cataguases, Antônio Carlos Cançado Milani. Jucélia Baesso não retornou as ligações feitas pela reportagem.

Fonte: Marcelo Lopes


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Solenidade realizada na noite de segunda-feira (22), na Câmara Municipal de Santana de Cataguases, marcou a transmissão de cargo no Legislativo e a posse do novo prefeito. O Legislativo Municipal está agora com novo presidente, o vereador Walto Dutra de Andrade que assumiu no lugar Gumercindo Augusto Resende, empossado prefeito na vaga de Jucélia Baesso, destituida do cargo pela Justiça Eleitoral de Minas Gerais por ter sido condenada culpada em processo por abuso de poder econômico durante sua campanha eleitoral.

Em quinze minutos a sessão solene da Câmara, que começou pouco depois das 19 horas, foi concluída. Os dois novos empossados não discursaram preferindo salientar, após a cerimônia, que ocupam os cargos provisoriamente. O novo presidente da Câmara, inclusive, fez questão de dizer que nada vai mudar “porque acredito que Jucélia vai voltar à Prefeitura e com isso, deixarei a presidência para o companheiro Gumercindo”, disse.

Em entrevista ao Site do Marcelo Lopes, Waltinho do Jerônimo, como é mais conhecido o novo presidente da Câmara Municipal de Santana de Cataguases, é filiado ao PV, tem 62 anos de idade e está em seu terceiro mandato. Ele revelou que vai dar continuidade ao trabalho de seu antecessor, Gumercindo Resende, “que vinha modernizando e equipando a Câmara para melhorar a qualidade do serviço prestado”. E assegurou que vai manter a normalidade dos serviços repetindo estar “aguardando a volta da Jucélia, que é a nossa maior expectativa”, finalizou.

O prefeito empossado, Gumercindo Resende, também espera o retorno de sua antecessora e prefere dizer que está ocupando o cargo “temporariamente”. Ele disse à reportagem do Site do Marcelo Lopes que vai manter todos os programas em andamento e que nos próximos dias deverá assinar novos convênios para benfeitorias no município. “Vamos continuar com as obras já iniciadas e, de imediato, faremos calçamento em algumas ruas e melhorias nas estradas rurais colocando cascalho em várias delas”, revelou. O novo prefeito também disse que Saúde e Educação “vão continuar sendo nossa prioridade”.

Fonte: Marcelo Lopes


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Jucélia Baesso

A prefeita de Santana de Cataguases, Jucélia Baesso, não ocupa mais o cargo de Chefe do Executivo daquele município. Na quinta-feira (18) o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais fez publicar o resultado dos julgamentos do processo em que figura como ré ao lado de seu vice-prefeito José Eduardo de Lima (conhecido por Zé do Jandir) e do ex-prefeito Edgar Xavier de Souza. Além de perder o mandato, Jucélia e os demais réus, estão inelegíveis pelos próximos oito anos.

Durante a campanha eleitoral de 2012 a então candidata a vereadora, Maria Ivonete Marquesine de Castro entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral acusando Jucélia, Edgar e Zé do Jandir por abusos de poder econômico, político e de autoridade e captação ilícita de votos. O processo tramitou na Comarca de Cataguases e os acusados foram julgados culpados.

Jucélia recorreu da sentença junto ao Tribunal Regional Eleitoral, em Belo Horizonte, onde conseguiu uma liminar que lhe garantiu tomar posse e governar o município até a conclusão do julgamento da Ação pelos desembargadores daquela Corte. No dia 19 de fevereiro último, o TRE-MG julgou o mérito do recurso impondo-lhe nova derrota. Ainda no exercício do cargo, a prefeita fez Embargos de Declaração, instrumento pelo qual uma das partes do processo judicial pede ao magistrado para que reveja alguns aspectos da decisão proferida. No último dia 4 de abril os juízes mantiveram a condenação.

A prefeita permaneceu no cargo até esta quinta-feira, 18, porque aguardava a publicação do Acórdão, que é o resultado dos julgamentos. Nesta manhã, ela foi informada de que não era mais prefeita de Santana de Cataguases e um oficial de Justiça da Comarca de Cataguases esteve na cidade esta tarde (18) para notificar o presidente da Câmara Municipal, Gumercindo Resende, para ser empossado prefeito.

Ele, porém não foi encontrado porque participa da 1ª Conferência de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, cuja inscrição fora feita antecipadamente, segundo revelou a assessoria da Câmara Municipal daquela cidade. O evento tem como objetivo “difundir o conhecimento sobre finanças públicas, com foco em resultados, contribuindo para uma gestão eficiente e eficaz”, informa o site daquele Tribunal. Assim que soube da decisão, Gumercindo informou à Câmara que estará em Santana nesta sexta-feira, 19, para receber a notificação judicial.

Segundo informações extraoficiais, Gumercindo deverá ser empossado em sessão solene da Câmara Municipal na próxima segunda-feira, 22 de abril. Até lá a cidade está oficialmente sem prefeito. Com relação à Jucélia Baesso, a reportagem do Site recebeu informações de que irá recorrer a Brasília e que já teria entrado com pedido de liminar para manter-se no cargo até o resultado do novo julgamento. Não há informações sobre a realização de uma nova eleição no município.

Procurado pela reportagem do Site o advogado Sirley Garcia Cardoso, que esteve à frente do processo até ser empossado Procurador Geral do Município de Cataguases, informou que os atuais advogados dos autores da Ação, vão pedir ao Juiz que dê posse ao candidato que ficou em segundo lugar nas eleições do ano passado, Luiz Mathias. De acordo com ele, “o Direito é dinâmico e há entendimentos jurídicos neste sentido”.

Fonte: Marcelo Lopes


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Jucélia Baesso

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) julgou, na noite da última quinta-feira (4), o recurso contra a cassação prefeita de Santana de Cataguases, Maria Jucélia Baesso Procaci, e manteve a decisão inicial.

Com sete votos a zero, o recurso (embargos de Declaração), que havia impetrado após aquela Corte reiterar a decisão da justiça eleitoral de Cataguases que a condenou por abuso de poder econômico, cassou o seu mandato e a declarou inelegível por oito anos. A pena é extensiva ao vice-prefeito, José Eduardo de Lima (o conhecido Zé do Jandir) e ao ex-prefeito, Edgar Xavier de Souza. Jucélia foi diplomada e empossada prefeita por força de uma liminar concedida pelo TRE-MG.

Segundo o advogado que esteve à frente do processo que motivou a cassação de Jucélia, Sirlei Garcia Cardoso, hoje afastado do caso porque assumiu a Procuradoria do Município de Cataguases, “não cabe mais recurso junto ao Tribunal em Belo Horizonte, mas ela pode recorrer à Brasília, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se o fizer, deverá fazê-lo sem ocupar a cadeira do Executivo Municipal de Santana de Cataguases”, explicou o advogado em entrevista concedida ao radialista Sousa Mendonça na manhã deste sábado, no programa Conversa Franca.

O Secretário Municipal de Administração e Finanças de Santana de Cataguases, Antônio Carlos Cançado Milani, em conversa por telefone na manhã deste sábado, 6, com o jornalista Marcelo Lopes editor deste site, informou que Jucélia vai a Belo Horizonte nesta segunda-feira, 8, para tomar conhecimento “mais detalhado da decisão do TRE-MG e, possivelmente, já iniciar o processo de recurso à Brasília”, revelou. Antônio Carlos acrescentou que a prefeita “deverá entrar ainda com uma liminar junto ao Tribunal para que possa recorrer ao TSE no cargo”.

O TRE-MG, no entanto, não se manifestou a respeito do que deve acontecer a partir de agora. De acordo com a legislação, caso o TRE-MG não permita que Jucélia continue no cargo até o resultado de seu recurso em Brasília, deverá realizada outra eleição em Santana de Cataguases porque o primeiro colocado alcançou a maioria absoluta de votos (metade mais um). Sirlei Garcia Cardoso, no entanto, discorda – mas não descarta a possibilidade de nova eleição – e revelou em entrevista a Sousa Mendonça que o advogado do candidato derrotado “deverá pedir ao Juiz eleitoral da Comarca de Cataguases sua diplomação, alegando os motivos que justifiquem este pedido. Pode ser que os argumentos convençam e o juiz possa acatar o pedido e até diplomar o Luiz Mathias (candidato derrotado)”, destacou.

O promotor eleitoral da Comarca de Leopoldina, o cataguasense Gustavo Garcia Araújo, que participava do programa Conversa Franca, tem opinião contrária à de Sirlei sobre o desdobramento deste caso.

- Gostaria de fazer um pedido, em nome de toda a justiça aqui da região, em nome dos advogados do município (…) que não façam esse pedido para que assuma o segundo colocado porque isso é querer achar que a justiça é imbecil. O advogado não pode fazer um pedido desses sabedor que o Código Eleitoral diz que são novas eleições e que a Resolução diz que são novas eleições. Aí joga na rádio que o advogado vai pedir para ver se o juiz deixa diplomar o segundo, isso é querer iludir o povo. Não existe esta possibilidade. Estou falando aqui para todos os santanenses que estiverem ouvindo. Não existe esta possibilidade (…). Pela decisão da doutora Christina na época, e a confirmação do TRE-MG, o prejudicado na Ação não foi considerado como vítima ou como prejudicado, o Luiz Mathias. Se tiver um voto de diferença ou um milhão de votos de diferença a prejudicialidade hoje, o critério de irregularidade quando se compra o voto, o critério é objetivo. O prejudicado foi a democracia, o prejudicado foi a lisura do pleito. Ainda que um tivesse tido cinco mil votos e o outro tivesse tido dez votos. Não é a quantidade de votos que estabelece quem teve prejuízo ou não. (…) Havendo irregularidade a determinação é de que seja feita a apuração para novas eleições”, completou Gustavo Araújo.

A argumentação do Promotor fez com que Sirlei telefonasse à emissora para discordar sobre a possibilidade de assumir o segundo colocado na eleição. Sirlei reconhece que a lei determina novo pleito, mas contra argumentou: “Nada impede que o advogado faça um pedido leal, não desleal, em relação à mudança de entendimento. Então não está tendo desonestidade. E o que eu disse é que o advogado deve ter seus fundamentos para fazer este pedido. Não tem hipocrisia nisso, nenhuma vontade de modificar a lei a toque de caixa”, contrapôs Sirlei.

Fonte: Marcelo Lopes


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