Polícia Civil prende cinco envolvidos na morte de grávida de 8 meses
Policiais civis da 134° DP (Campos dos Goytacazes) prenderam os cinco suspeitos de envolvimento na morte de Letycia Peixoto Fonseca, 31 anos, que estava grávida de 8 meses. Contra eles foram cumpridos mandados de prisão pelo crime de homicídio.
Os agentes conseguiram identificar e prender, nesta terça-feira (07/03), três pessoas. Os outros dois já haviam sido presos anteriormente.
Com base no trabalho de investigação do Setor de Inteligência, o primeiro identificado foi o condutor da moto, que confessou o crime. A partir dessa informação, a equipe localizou os outros acusados, inclusive o mandante do crime, que era o companheiro da vítima.
De acordo com os agentes, o crime ocorreu no dia 2 de março, próximo à residência da vítima, no Parque Aurora, em Campos. A mulher foi executada por dois homens, que efetuaram pelo menos cinco disparos de arma de fogo.
Na ocasião do crime, a mãe dela, que estava fora do veículo, ainda tentou segurar o atirador e foi baleada na perna. As duas foram socorridas e encaminhadas para um hospital da região, mas Letycia não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. O bebê também não sobreviveu.
As investigações continuam para esclarecer todos os fatos e apurar a possibilidade de envolvimento de outras pessoas.
Mãe conta que grávida assassinada em Campos morreu com a mão sobre a barriga, como em desenho de seu bolo de aniversário
A jovem completou 31 anos no dia 2 de fevereiro, mas a comemoração acabou atrasando. De surpresa, a mãe de Letycia, Cintia Pessanha Peixoto Fonseca, preparou um bolo no final do mês com o tema “de repente 31”, e as referências às boas-vindas ao novo integrante da família se davam por imagens de uma cegonha de uma grávida, que representava Letycia. No entanto, no momento do crime, a mãe viu as reações da filha ao ser baleada e a imagem no bolo lembrava à cena da morte da filha.
– Falei para ela escolher o sabor do bolo, mas ela dizia que não. Mas a convenci, já que argumentei que grávida tem desejo. Ela escolheu de baba de moço e brigadeiro. Quando, no dia 26, fomos pegar o bolo, e ela vê que o bolo era para ela, você tinha que ver a minha filha. ela ficou muito feliz – contou Cintia Pessanha Peixoto Fonseca, mãe da vítima.
A mãe de Letycia viu o assassinato da própria filha.
– Como o vidro era transparente, eu vi toda a cena. No primeiro tiro, ela colocou a mão sobre o rosto e eu ouvi seu último grito. No segundo, ela colocou a mão na barriga, da mesma forma que a boneca que estava no bolo que fizemos para comemorar os 31 anos dela e a chegada do Hugo. Com o pipoco, o sangue começou a vazar. Parecia um jato d’água. Você vê alguém dando um tiro na cabeça da sua filha grávida e entro em desespero: corri para tentar segurar o atirador – disse.
Gerente de uma distribuidora de Campos, Letycia era formada em Engenharia de Produção. As instituições em que ela estudou emitiram notas de pesar. A Universidade Candido Mendes, onde fez a graduação, definiu Letycia como uma “excelente aluna”. Já a direção-geral do campus Guarus (Campos dos Goytacazes) do Instituto Federal Fluminense, local em que fez curso técnico em Eletrônica, manifestou sua solidariedade aos familiares e amigos da ex-aluna.
Fonte: PCERJ / Extra











