Suspeita de liderar esquema de cartões clonados é presa em Juiz de Fora
Mulher e seu companheiro foram presos e drogas foram apreendidas.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da 7ª Delegacia de Polícia de Juiz de Fora, deflagrou nesta segunda-feira (14/07), a segunda fase da Operação Face Oculta, que investiga uma organização criminosa especializada em golpes com cartões bancários clonados.
Nesta etapa, foi presa preventivamente uma mulher de 26 anos, apontada como mentora do grupo criminoso. A prisão foi resultado de representação da Autoridade Policial e autorizada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora, que também deferiu mandado de busca e apreensão domiciliar e afastamento do sigilo de dados telemáticos da investigada.
A mulher foi abordada em via pública e conduzida à delegacia. Em seu poder, foram apreendidos diversos cartões bancários de origem suspeita, além de seu veículo e aparelho celular, que será periciado conforme determinação judicial.
Na sequência, foi cumprido o mandado de busca em sua residência, localizada no bairro Vila Ideal, região conhecida pelo histórico de tráfico de entorpecentes. No local, foram localizados:
* Cerca de 97g de pó branco visualmente semelhante à cocaína (com laudo preliminar negativo para substância entorpecente conhecida até o momento);
* Uma balança de precisão;
* Cerca de 60 embalagens plásticas transparentes, normalmente usadas para fracionamento de drogas;
* Uma colher metálica pequena, usualmente empregada na manipulação de entorpecentes;
* Diversos cartões bancários.
Diante do material apreendido, a mulher e seu companheiro de 26 anos — que já havia sido investigado na primeira fase da operação —, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas em forma equiparada (art. 33, §1º, I, da Lei 11.343/06) e associação para o tráfico (art. 35).
Há indícios de que o casal utilizava os valores obtidos com os golpes de cartões clonados para financiar o comércio de entorpecentes na cidade.
Durante a ação, havia crianças no imóvel. O Conselho Tutelar foi acionado, acompanhou toda a operação e encaminhou os menores à avó materna, garantindo a proteção integral.
A mulher já possui antecedentes por estelionato e foi beneficiada com liberdade condicional em dois processos anteriores. Esta será sua terceira audiência de custódia em menos de dois anos.
Ambos os investigados foram encaminhados ao sistema prisional de Juiz de Fora, onde permanecem à disposição da Justiça.
Fonte: PCMG











