IPVA é zerado em Minas para alguns modelos de carros

Nova lei aprovada na Assembleia de Minas concede isenção total do imposto, mas critérios restritivos limitam alcance da medida no curto prazo

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Minas Gerais poderá adotar, a partir de 2026, a isenção total do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para veículos eletrificados, híbridos e movidos exclusivamente a etanol. A novidade está no Projeto de Lei 999/2015, aprovado recentemente pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). No entanto, apesar do potencial ambiental da medida, seu impacto imediato é bastante limitado: atualmente, apenas dois modelos vendidos no país atendem aos requisitos para o benefício.

A proposta é de autoria do deputado Sargento Rodrigues (PL) e ainda aguarda sanção do governador Romeu Zema (Novo) para entrar em vigor. O texto aprovado vai além da versão original, que previa apenas redução da alíquota para elétricos. Agora, estabelece isenção total do IPVA para veículos novos com motorização elétrica, híbrida, a gás natural ou etanol, desde que fabricados em Minas Gerais e com preço final inferior a R$ 199 mil — incluindo tributos, pintura e opcionais.

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Incentivo regionalizado

A medida segue uma tendência nacional de estímulos fiscais à mobilidade sustentável, mas traz uma ênfase na valorização da indústria automotiva local. Com isso, o alcance prático da legislação é restrito. Hoje, apenas dois veículos cumprem todos os requisitos: o Fiat Pulse Audace Hybrid, com preço sugerido de R$ 131.990, e o Fiat Fastback Audace Hybrid, a partir de R$ 155.990. Ambos são produzidos pela Fiat em Betim (MG) e utilizam o sistema BioHybrid, uma tecnologia híbrida leve (MHEV) que não possui tração elétrica direta.

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Esses modelos já estavam fora da atual isenção parcial do IPVA para híbridos em Minas Gerais, que exclui sistemas sem motor elétrico tracionando as rodas. Com a nova legislação, eles passam a se enquadrar, caso a sanção seja confirmada.

Alívio fiscal limitado

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Embora a proposta represente um avanço nas políticas ambientais do estado, especialistas destacam que o benefício fiscal, no formato atual, favorece exclusivamente uma marca: a Fiat. É uma estratégia semelhante à adotada em São Paulo, onde os incentivos acabam atendendo majoritariamente a modelos da Toyota produzidos no interior paulista.

Para que a lei produza efeitos mais amplos, seria necessário expandir os critérios de inclusão ou aumentar a competitividade da cadeia produtiva automotiva em Minas.

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Impasses políticos

O próximo passo é a análise do governador Romeu Zema. Caso o projeto seja vetado, a ALMG deverá deliberar sobre a decisão. Vale lembrar que, em 2023, Zema se posicionou contra incentivos para carros elétricos, argumentando que poderiam colocar em risco empregos da indústria tradicional no Brasil.

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Enquanto isso, a expectativa do setor automotivo e dos consumidores é grande. Se sancionada, a lei poderá marcar o início de uma política estadual mais ousada para veículos limpos — ainda que, por ora, com alcance bastante restrito.

Fonte: Guia Muriaé, com informações da CNN

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