Novo golpe contra aposentados do INSS

Criminosos cadastram procurações fraudulentas para movimentar contas de beneficiários

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vêm sendo alvo de um novo golpe virtual, que envolve o cadastramento de falsos curadores. Segundo denúncias, criminosos assumem ilegalmente a representação legal dos segurados e realizam transferências de valores diretamente das contas das vítimas.

O esquema é aplicado por meio de uma procuração falsa, inserida na conta Gov.br do beneficiário, que passa a ser classificado no sistema como mentalmente incapaz. Com isso, os golpistas obtêm acesso total à plataforma Meu INSS em nome do segurado, podendo alterar dados, movimentar valores e transferir aposentadorias ou pensões como se fossem representantes legais autorizados.

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A advogada Maíra Veleda Javarini, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDPrev), alerta que golpes como esse têm origem em vazamentos de dados e defende protocolos de segurança mais rigorosos por parte do INSS e das instituições financeiras.

Vítima relata prejuízo

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A aposentada Georgia Infante, de 61 anos, moradora do Rio de Janeiro, contou ter recebido e-mails informando sobre alterações em sua senha presencial. Ao procurar atendimento, descobriu que havia uma procuração ativa no nome de uma desconhecida. Ela registrou boletim de ocorrência e solicitou a exclusão da procuração junto ao INSS, mas relatou prejuízo de R$ 73,97 e dificuldades para receber o benefício de setembro.

Segundo Georgia, uma funcionária do banco informou que casos semelhantes estão se multiplicando. A aposentada critica a fragilidade do sistema digital: “O INSS permite cadastrar procuração pelo aplicativo sem nenhuma segurança. Não precisa de cartório, nada”, afirmou.

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O advogado Rômulo Saraiva, especialista em direito previdenciário, destaca que a conta Gov.br concentra dados sensíveis de diversos serviços do governo federal, o que pode abrir brechas para crimes além dos benefícios previdenciários.

O que diz o INSS

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Em nota, o INSS esclareceu que o cadastramento de representantes legais e procuradores é um procedimento oficial para garantir o acesso aos benefícios em situações específicas. O órgão orienta que, ao identificar inclusão indevida de representante, o beneficiário solicite imediatamente a exclusão junto ao Instituto. Todas as denúncias recebidas pelo canal Fala.BR são apuradas para corrigir falhas e implementar melhorias nos processos.

Como denunciar

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Para registrar denúncia de falsos curadores, o INSS orienta que o cidadão:

Acesse o site do Fala.BR com conta própria ou login Gov.br;
Selecione “Denúncia” e clique em “Avançar”;
No campo “Tipo de denúncia”, escolha Gov.br;
Informe que o órgão é o INSS e descreva o caso com clareza;
Anexe documentos e provas, informe local e dados dos envolvidos, se houver;
Revise as informações e confirme o envio;
Guarde o número de protocolo para acompanhar a apuração.

A ouvidoria tem prazo de até 30 dias, prorrogável por igual período, para responder.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do Extra

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