Banco Central adia lançamento do Pix parcelado após ataques e desvios milionários

Novidade seria lançada em setembro, mas ataques ao sistema financeiro levaram autoridade monetária a reforçar regras e adiar agenda de inovações

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O Banco Central (BC) decidiu adiar o lançamento do Pix parcelado, funcionalidade que permitiria padronizar operações de crédito no sistema de pagamentos instantâneos. A previsão inicial era que o recurso estivesse disponível já neste mês, mas a autoridade monetária optou por dar prioridade a ações de segurança após uma série de ataques ao sistema financeiro.

Segundo apuração do GLOBO, o desenvolvimento da ferramenta está em fase final. No entanto, o BC quer avançar com cautela para equilibrar novas regras e os modelos de parcelamento no Pix já criados pelos bancos. O regulamento do produto deve ser divulgado apenas em outubro e o manual de experiência do usuário, em dezembro — um atraso de até três meses.

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O Pix parcelado permitirá ao cliente dividir o pagamento por meio de um empréstimo contratado simultaneamente ao banco, enquanto o recebedor recebe o valor integral no ato. O objetivo é padronizar soluções privadas existentes.

Reforço na segurança

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A decisão de postergar o lançamento ocorre após desvios milionários e investigações que relacionam instituições financeiras ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Sob o comando de Gabriel Galípolo, o BC busca fechar brechas regulatórias utilizadas por criminosos, o que inclui regras mais duras para instituições de pagamento e para provedoras de tecnologia que conectam fintechs ao sistema bancário.

Entre as medidas recentes estão:

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* Teto de R$ 15 mil por transação Pix ou TED em instituições sem licença ou conectadas a provedores;
* Obrigatoriedade de rejeitar operações com “indícios consistentes de fraude”;
* Antecipação do calendário de autorização para instituições de pagamento;
* Consulta pública para endurecer normas sobre intermediários de transferências internacionais (eFX).

Também estão previstas ações sobre contas laranja, contas-bolsão e criptoativos, além de penalidades mais rígidas para descumprimento das normas do Pix.

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Inovação versus estabilidade

O BC tem histórico de protagonismo em inovação, com destaque para o Pix (2020), o Open Finance e os testes do Drex, moeda digital brasileira. Internamente, essas iniciativas são vistas como bem-sucedidas na promoção de concorrência. No entanto, diante dos recentes ataques, a prioridade passou a ser a solidez do sistema financeiro.

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Para especialistas, o reforço regulatório pode representar um “passo atrás” na inovação no curto prazo, mas tende a tornar o sistema mais resiliente e preparado para avanços futuros.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Globo

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