Jovem de 18 anos morreu após cirurgia para retirada do dente de siso

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A morte da jovem Isadora Belon Albanese, de 18 anos, após a extração de um dente do siso, reacendeu o debate sobre a falta de protocolos padronizados para esse tipo de procedimento odontológico no Brasil. O caso, ocorrido em 23 de abril, em Porto Feliz (SP), levou a família da jovem a iniciar uma petição pública pedindo ao Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) a criação de normas específicas que orientem dentistas antes, durante e depois das cirurgias de extração. O documento já ultrapassou 57 mil assinaturas.

Segundo os pais, Grasiela e Ricardo Belon Albanese, Isadora realizou a segunda extração dos sisos no dia 19 de abril e, dias depois, começou a sentir fortes dores e dificuldades para respirar. Mesmo após contato com a dentista, que trocou os medicamentos e tranquilizou a família, o quadro da jovem piorou rapidamente. No dia 22, Isadora sofreu uma parada cardíaca durante uma nova cirurgia de drenagem e, após complicações, faleceu na UTI dois dias depois.

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“A gente não é alertado para o risco da cirurgia. É tratada como algo simples, mas pode ser grave. Se houvesse um protocolo, talvez nossa filha ainda estivesse aqui”, afirmou o pai, Ricardo Albanese.

A família denuncia a ausência de orientações oficiais sobre exames pré-operatórios e acompanhamento pós-cirúrgico. “Descobrimos que não existe um protocolo normativo que oriente sobre o procedimento, nem obrigatoriedade de uma anamnese completa do paciente”, completou Grasiela.

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O que diz o Conselho

Em nota, o CROSP informou que está ciente da petição e se solidariza com a família. O órgão afirmou que fiscaliza e apura denúncias, mas destacou que não é sua atribuição criar protocolos clínicos, função que cabe à comunidade científica.

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“Todos os protocolos da Odontologia são fundamentados na Ciência, preconizados na literatura odontológica e utilizados nos cursos de graduação, pós-graduação e especialização”, disse o Conselho em nota.

O CROSP também afirmou estar buscando informações sobre o profissional responsável pela cirurgia e que acionará sua Comissão de Ética e a Fiscalização para acompanhar o caso.

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Alerta sobre os riscos

Embora a extração dos sisos seja vista como um procedimento rotineiro, especialistas ressaltam que qualquer cirurgia envolve riscos, como infecções, reações a medicamentos e complicações respiratórias. Exames prévios, histórico de saúde detalhado e acompanhamento pós-operatório são considerados essenciais.

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Mobilização por mudanças

A família de Isadora segue lutando por mudanças e pela criação de um protocolo nacional que oriente dentistas sobre cuidados antes e depois da extração. A mobilização também busca conscientizar pacientes sobre a importância de questionar e compreender todos os riscos antes da cirurgia.

“Isadora era uma menina cheia de sonhos, no melhor momento da vida. Que a história dela sirva para salvar outras vidas”, desabafou a mãe.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1

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