Governo de MG orienta medidas para controle de sarna humana; entenda
Cidade do Centro-Oeste tem registrado casos da doença, transmitida pelo contato direto pele a pele com uma pessoa infectada
O aumento de casos de escabiose, conhecida como sarna humana, tem mobilizado autoridades de saúde em São Gonçalo do Pará, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Uma reunião está prevista para esta quarta-feira (14) com representantes do município e órgãos estaduais para discutir o cenário da doença e reforçar as ações de prevenção e controle.
A situação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que informou já ter orientado o município quanto à adoção de medidas preventivas. Entre as ações destacadas estão a orientação da população sobre formas de transmissão, prevenção e tratamento, a oferta de terapias conforme os protocolos vigentes e a intensificação de campanhas educativas por meio dos canais institucionais.
Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu um alerta sobre a possibilidade de aumento dos casos, citando, à época, uma média de seis pacientes por dia com suspeita da doença. A escabiose é transmitida principalmente pelo contato direto e prolongado com a pele de pessoas infectadas ou pelo uso de roupas e objetos contaminados.
Questionada sobre o panorama estadual, a SES-MG informou que a escabiose não é uma doença de notificação compulsória, o que impede a existência de um levantamento consolidado de casos em Minas Gerais. No entanto, a pasta esclareceu que surtos — definidos como dois ou mais casos com vínculo epidemiológico — devem ser comunicados pelos municípios à secretaria estadual.
A escabiose é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o principal sintoma é a coceira intensa, especialmente durante a noite, além de lesões características que costumam surgir entre os dedos das mãos, punhos, axilas, auréolas e região genital. A entidade ressalta que animais domésticos não transmitem a sarna humana.
O diagnóstico é, em geral, clínico, baseado na observação das lesões típicas. O tratamento pode incluir o uso de permetrina tópica ou ivermectina oral, conforme avaliação médica. Como medidas de prevenção, as autoridades recomendam evitar contato direto com pessoas infectadas, higienizar roupas e roupas de cama com água quente, não compartilhar objetos pessoais e procurar atendimento médico ao surgimento de sintomas.
Em situações de possível surto, a SES-MG orienta ainda a intensificação de ações educativas em escolas, creches e instituições coletivas, com o objetivo de ampliar a informação e reduzir a cadeia de transmissão da doença.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Tempo










