Câncer de pele melanoma: vacina reduz em 49% risco de morte ou retorno do tumor após cinco anos

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As farmacêuticas Moderna e MSD divulgaram, nesta terça-feira, novos resultados de estudos clínicos que apontam avanços significativos no desenvolvimento de uma vacina terapêutica contra o melanoma, o tipo mais letal de câncer de pele. De acordo com os dados, o imunizante reduziu em 49% o risco de morte ou de recorrência da doença cinco anos após o tratamento.

A vacina, denominada intismeran autogene, está em fase avançada de testes e vem sendo avaliada em combinação com o anticorpo monoclonal pembrolizumabe, comercializado como Keytruda. Nos ensaios clínicos, a eficácia da associação foi comparada ao uso isolado do anticorpo em 157 pacientes que haviam passado por cirurgia para remoção do melanoma.

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Considerada a mais promissora entre as novas vacinas oncológicas em desenvolvimento, a intismeran autogene recebeu o status de “terapia inovadora” da Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, após a divulgação de resultados positivos em fases anteriores. Os novos dados correspondem ao acompanhamento de longo prazo da fase 2 dos estudos clínicos, confirmando os benefícios já observados após três anos de seguimento.

Segundo Kyle Holen, vice-presidente sênior e chefe de desenvolvimento em oncologia da Moderna, os resultados reforçam o potencial de benefício prolongado da terapia combinada em pacientes com melanoma de alto risco. Ele destacou que os dados encorajadores sustentam os investimentos contínuos da empresa em terapias baseadas em RNA mensageiro (RNAm).

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A fase 3 do estudo, última etapa antes do pedido de aprovação regulatória, teve início em 2023 e está prevista para ser concluída em 2030. Além do melanoma, a Moderna mantém ensaios clínicos em andamento para outros tipos de câncer, como pulmão, bexiga e rim.

Diferentemente das vacinas preventivas, a intismeran autogene é uma vacina terapêutica, desenvolvida para estimular o sistema imunológico a combater o tumor já existente. A tecnologia utiliza antígenos extraídos do próprio tumor do paciente, permitindo a produção de uma dose personalizada capaz de “ensinar” o organismo a reconhecer e atacar as células cancerígenas.

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Outras empresas também avançam nesse campo. A alemã BioNTech, por exemplo, conduz estudos de fase 2 com vacinas de RNAm para melanoma, câncer de pulmão e outros tumores agressivos. No Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) retomou recentemente pesquisas iniciais voltadas ao desenvolvimento de vacinas terapêuticas contra o câncer.

Especialistas avaliam que, diante do estágio avançado dos testes e dos resultados apresentados até o momento, as primeiras vacinas oncológicas baseadas em RNAm poderão ser aprovadas até o final da década.

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Fonte: Guia Muriaé, com informações do Globo

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