Adolescente morre em confronto com a PM após incendiar viatura em MG

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o incêndio aconteceu por volta das 21h40, na Praça da Bandeira (também referida como Praça do Pretório), onde fica o destacamento da corporação. Militares que estavam no local relataram ter ouvido uma explosão e, ao saírem para verificar, encontraram o veículo em chamas. O fogo foi controlado com a ajuda de moradores.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um jovem se aproxima da viatura estacionada, despeja um líquido inflamável sobre o veículo e, em seguida, ateia fogo antes de fugir. Segundo a PM, o adolescente identificado como Wenderson Alves Salgado, de 17 anos, é o mesmo que aparece nas gravações.
Após analisar as imagens e identificar as roupas usadas pelo suspeito, equipes iniciaram buscas com apoio de policiais de Varginha. O jovem foi localizado nas proximidades da rodoviária do município. Conforme o boletim de ocorrência, o local foi cercado e os militares ordenaram que ele se deitasse no chão, com as mãos na cabeça.
Ainda segundo a versão da PM, o adolescente não obedeceu às ordens e manteve uma das mãos na cintura. Um dos policiais relatou que o jovem teria simulado rendição, mas sacado uma arma de cor prateada. A corporação afirma que foi determinado que ele soltasse o objeto, o que não teria ocorrido. Diante da situação, dois militares efetuaram disparos.
O adolescente foi atingido no quadril, nas coxas, no braço e no tórax, com sete perfurações causadas por arma de fogo, conforme registro policial. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Nossa Senhora da Piedade (também citado como pronto-socorro de Elói Mendes), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de sexta-feira (6). O sepultamento ocorreu no fim do dia.
A Polícia Militar informou que, com o adolescente, foi apreendido um revólver calibre .32, com três munições intactas. A arma foi encaminhada à Polícia Civil. A perícia também recolheu materiais que podem ter sido usados no incêndio, como uma garrafa PET, um isqueiro e munições.
A família de Wenderson contesta a versão apresentada pela corporação e afirma que ele não estava armado. “Falaram que ele estava com arma, mas eu quero saber onde está essa arma”, declarou a mãe do adolescente, Lindiamara Alves. A avó, Corina da Silva Alves, afirmou que a família está “triste e revoltada” e que quer justiça.
De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, o adolescente não havia cumprido medidas socioeducativas anteriormente.
Em nota, a PMMG informou que adotou todas as providências de Polícia Judiciária Militar e destacou que atua de forma “técnica, legal e responsável, prezando sempre pela preservação da vida, da ordem pública e da segurança da população”. As circunstâncias da ocorrência serão investigadas. Até a última atualização, a Polícia Civil não havia divulgado detalhes sobre o andamento das apurações.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











