Homem preso por feminicídio em Astolfo Dutra acumula 50 registros e duas fugas do sistema prisional
Suspeito foi capturado em Cataguases após matar companheira; Justiça converteu prisão em flagrante em preventiva

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, o suspeito teria atacado a mulher dentro da residência onde o casal vivia há cerca de sete meses. Após o homicídio, ele deixou o local de bicicleta por volta das 4h46, conforme imagens de câmeras de monitoramento. Horas depois, foi localizado e preso no município de Cataguases.
A principal linha investigativa aponta que a vítima sofreu agressões violentas dentro do imóvel. Segundo a polícia, o banheiro da casa apresentava sinais de destruição e vestígios de sangue, e a mulher também foi atingida por golpes de faca na região abdominal. Em declaração informal aos policiais, o suspeito teria alegado ciúmes como motivação.
O histórico criminal do investigado inclui 14 registros por lesão corporal, oito por ameaça, oito por furto, quatro por dano, três por roubo e três por vias de fato. Também constam ocorrências por perturbação da tranquilidade, tráfico e consumo de drogas, resistência, incêndio em vegetação, fornecimento de produto que causa dependência a menor e registros envolvendo armas, além do feminicídio relacionado ao caso atual.
Documentos apontam que o homem fugiu do Presídio de Cataguases em fevereiro de 2016, quando cumpria pena em regime de progressão, sendo recapturado cerca de um mês depois. Em março de 2019, houve nova evasão, com localização quatro dias após a fuga.
A reportagem solicitou esclarecimentos à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) e à Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, responsável pela defesa do investigado. Em nota, a Sejusp informou que, nas ocasiões das fugas, os fatos foram comunicados ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A Defensoria declarou que, em processos criminais, se manifesta exclusivamente nos autos, a fim de não interferir no andamento processual.
Na quarta-feira (18), o suspeito foi encaminhado ao presídio de Cataguases. Durante audiência de custódia, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) requereu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, pedido acolhido pela Justiça. Ele permanecerá detido por tempo indeterminado enquanto responde ao processo.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











