Temporal em Ubá deixa ao menos cinco mortes e desaparecidos
Um forte temporal que atingiu a Zona da Mata mineira na noite de segunda-feira (23/2) deixou ao menos 19 mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, segundo balanços preliminares divulgados pelas prefeituras. Em Juiz de Fora, são 14 mortes confirmadas. Em Ubá, ao menos cinco pessoas perderam a vida.
Em Ubá, equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da prefeitura seguem mobilizadas na busca por desaparecidos. O temporal provocou o desabamento de quatro pontes e quatro prédios, além de deslizamentos de encostas e transbordamento de rios, agravando os danos em diferentes regiões da cidade.
Ainda na madrugada desta terça-feira (24/2), a prefeitura de Ubá decretou situação de calamidade pública e instalou um gabinete de crise para coordenar as ações emergenciais. Devido à inundação que comprometeu a estrutura de imóveis públicos, estão temporariamente suspensos os atendimentos na Farmácia Municipal, no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na Policlínica Regional e na EAP Central. O Serviço de Transportes Assistenciais também foi interrompido. Já os atendimentos de hemodiálise serão mantidos dentro das condições possíveis, informou o Executivo.
Diante do cenário de destruição, a prefeitura solicita doações de materiais de higiene, como sabonete, shampoo, condicionador, creme dental, escova de dente, papel higiênico, absorventes, fraldas e água sanitária. Também são pedidos água, alimentos não perecíveis, leite, biscoitos e roupas. O ponto de arrecadação foi instalado no fórum cultural da cidade.
Juiz de Fora registra quase 200 mm de chuva
Em Juiz de Fora, o volume de chuva chegou a quase 200 milímetros em poucas horas, conforme a administração municipal. A cidade contabiliza ao menos 26 ocorrências de deslizamentos de terra e desmoronamentos, alagamentos em mais de 10 pontos, além de registros de soterramentos.
Em pronunciamento feito durante a madrugada, a prefeita Margarida Salomão (PT) pediu que a população evite sair de casa nesta terça-feira (24/2). Servidores que atuam no prédio da prefeitura, localizado na Avenida Brasil, no Centro, deverão trabalhar em regime remoto, e as aulas nas escolas municipais foram suspensas.
“É uma situação extrema que permite medidas extremas”, afirmou a prefeita. Segundo ela, embora não haja determinação para fechamento do comércio, a recomendação é que a população utilize o dia para recuperação e restauração, diante das dificuldades de deslocamento.
“A segurança é a nossa maior preocupação. A vida é a coisa mais preciosa. Estamos nos desdobrando para socorrer as pessoas, garantir segurança e salvar vidas”, declarou.
As autoridades seguem em alerta para novos riscos de deslizamentos e orientam moradores de áreas vulneráveis a procurarem abrigo em locais seguros.
Fonte: Guia Muriaé











