Catástrofe na Zona da Mata: sobe para 64 número de mortes; 9 seguem desaparecidos
Subiu para 64 o número de mortes provocadas pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira. De acordo com balanço divulgado na noite desta quinta-feira (26) pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, são 58 vítimas em Juiz de Fora e seis em Ubá.
Ainda segundo a corporação, nove pessoas permanecem desaparecidas — sete em Juiz de Fora e duas em Ubá. As buscas entram nesta sexta-feira (27) no quarto dia consecutivo de operações.
Das 64 vítimas, 53 já foram identificadas. Entre os desaparecidos estão uma idosa de 67 anos e uma menina de 8 anos, ambas no bairro JK, em Juiz de Fora, onde 20 corpos haviam sido retirados dos escombros até a noite de quinta-feira.
Mais de 5,5 mil fora de casa
O número de desalojados e desabrigados na região ultrapassa 5,5 mil pessoas. Em Juiz de Fora, são 3.500 moradores fora de casa; em Ubá, 1.200; e em Matias Barbosa, 810.
Parte das evacuações foi realizada de forma preventiva, devido ao risco geológico. Com o solo encharcado e previsão de novas chuvas, autoridades alertam para a possibilidade de novos deslizamentos.
Fevereiro mais chuvoso da história em Juiz de Fora
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), este já é o mês de fevereiro mais chuvoso da história de Juiz de Fora desde o início das medições, em 1961.
Até a manhã de quinta-feira, o acumulado chegou a 743,4 milímetros (mm). Apenas entre quarta-feira (25) e a manhã seguinte, foram registrados 138 mm de chuva. O volume total do mês corresponde a 4,3 vezes a média histórica para fevereiro, que é de 170 mm.
A cidade permanece em situação crítica, com ruas alagadas e encostas instáveis.
Alerta vermelho
O Inmet emitiu alerta vermelho — nível máximo de severidade — para a Zona da Mata. O aviso, classificado como de “grande perigo”, é válido até o fim desta sexta-feira (27) e prevê possibilidade de chuva superior a 60 mm por hora ou acima de 100 mm por dia.
O órgão alerta para alto risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra, especialmente em áreas vulneráveis.
A recomendação é que moradores desliguem aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observem sinais de movimentação em encostas e busquem locais seguros. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Tempo









