Pirâmide financeira: esquema prometia lucros de até 15% ao mês e teria prejudicado cerca de 3 mil investidores
Um dos principais suspeitos de operar um esquema de pirâmide financeira no país foi preso na manhã desta quarta-feira (4), na região central da cidade, durante uma ação da Polícia Civil. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF), que investigam um prejuízo estimado em R$ 170 milhões causado a cerca de 3 mil investidores em diferentes estados.
De acordo com as investigações, o homem era proprietário de uma empresa de consultoria que prometia rendimentos mensais entre 10% e 15% por meio de operações de “day trade”. No entanto, conforme a polícia, o negócio funcionava como uma pirâmide financeira, na qual os valores pagos a investidores antigos eram provenientes das aplicações feitas por novos participantes.
Para ampliar a visibilidade e atrair clientes, a empresa patrocinava clubes de futebol e utilizava a imagem de personalidades ligadas ao esporte em campanhas de divulgação.
Até o momento, cerca de 60 vítimas já prestaram depoimento na delegacia, relatando prejuízos que somam aproximadamente R$ 30 milhões. No entanto, o cruzamento de dados realizado pelos investigadores aponta que o alcance do esquema pode ser bem maior, atingindo milhares de pessoas.
Ainda segundo a polícia, o suspeito possuía um mandado de prisão federal em aberto por crimes contra o sistema financeiro nacional. Ele também tem antecedentes por estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária. O caso segue em investigação.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Dia











