Anvisa determina o recolhimento de azeite, esmalte em gel e fitas de clareamento dental
Medidas atingem itens com substâncias proibidas, origem desconhecida e alegações terapêuticas indevidas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (16), o recolhimento e a proibição de diversos produtos no país, incluindo azeite de oliva, esmaltes em gel, fitas de clareamento dental e itens cosméticos. As medidas foram adotadas após a identificação de irregularidades sanitárias, ausência de comprovação de origem e uso de substâncias proibidas.
No primeiro caso, a agência determinou a apreensão do azeite de oliva extravirgem da marca San Olivetto, cuja origem não pôde ser confirmada. Além disso, a empresa responsável pela importação, Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda., está com o cadastro suspenso desde maio de 2025 por inconsistências, enquanto a distribuidora já teve o CNPJ encerrado em 2024. Diante disso, foram proibidos a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.
Em outra medida, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes de esmaltes em gel da marca Impala, fabricados pelo Laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda. A decisão ocorreu após a identificação da substância Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO) nas fórmulas, componente proibido no Brasil para uso em cosméticos. A restrição está amparada por resolução que atualiza a lista de substâncias vetadas em produtos de higiene pessoal e perfumaria.
A agência também proibiu a comercialização e determinou o recolhimento de fitas clareadoras dentais da marca Oiwhite, produzidas por diferentes empresas. Segundo a Anvisa, os produtos estavam sendo vendidos de forma irregular como cosméticos, embora apresentassem promessas terapêuticas em seus rótulos, o que contraria a regulamentação vigente.
Pelo mesmo motivo, foram incluídos na lista de recolhimento o tônico capilar Bio Calmante Neo Derma e o shampoo para controle de caspa Neo Dermax, ambos classificados de maneira inadequada e com alegações não permitidas.
A Anvisa reforça que o uso de produtos irregulares pode representar riscos à saúde e orienta consumidores a interromperem imediatamente o uso dos itens citados, além de buscarem informações junto aos órgãos de defesa do consumidor e autoridades sanitárias.
Fonte: Guia Muriaé










