Vereador é preso suspeito de estuprar criança durante 5 anos em MG
Investigação aponta crimes recorrentes por anos; defesa nega acusações e Câmara avalia medidas
O vereador de Pirajuba, no Triângulo Mineiro, Antônio Tiveron Filho, de 72 anos, conhecido como Toninho Mineiro (União Brasil), foi preso preventivamente na tarde de segunda-feira (13), suspeito de estupro de vulnerável contra uma menina. De acordo com a Polícia Civil, o mandado foi expedido após o indiciamento do investigado por práticas recorrentes de abuso ao longo de aproximadamente cinco anos.
As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido semanalmente, entre os 8 e 14 anos da vítima. Segundo a polícia, a menor era mantida em silêncio por meio de ameaças e violência psicológica. O inquérito também indica que uma parente da vítima teria facilitado os abusos em troca de dinheiro.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil em Conceição das Alagoas, com cumprimento do mandado no Centro de Pirajuba. Durante a ação, foram apreendidos celulares e documentos. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros do vereador.
Ainda conforme a investigação, o suspeito teria utilizado sua influência política e econômica para tentar interferir na rede de proteção à criança e ao adolescente, incluindo tentativas de acesso a informações sigilosas e ações que antecipavam procedimentos policiais.
Antônio Tiveron Filho foi encaminhado ao sistema prisional e está detido na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, onde permanece à disposição da Justiça.
Em nota, a defesa do vereador afirmou que ele nunca esteve envolvido em qualquer delito e destacou sua trajetória pública, alegando ausência de fundamentos para a prisão preventiva. Informou ainda que medidas legais já estão sendo adotadas.
A Câmara Municipal de Pirajuba informou que acompanha o caso e que sua assessoria jurídica analisa as providências cabíveis. O Legislativo ressaltou que não compactua com condutas ilícitas e que os procedimentos serão conduzidos conforme o devido processo legal.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











