Bancos como Nubank, Itaú e Caixa passam a seguir novas regras do Banco Central para limites e bloqueio automático do Pix
Medidas incluem bloqueio cautelar, restrições em dispositivos não cadastrados e ampliação de mecanismos contra fraudes
O sistema de pagamentos instantâneos Pix, amplamente utilizado no país, passou a operar sob regras mais rígidas de segurança estabelecidas pelo Banco Central do Brasil. As mudanças impactam diretamente a rotina de usuários e instituições financeiras, como Nubank, Itaú Unibanco e Caixa Econômica Federal, que agora devem seguir padrões obrigatórios para prevenir fraudes.
Entre as principais alterações está a limitação de valores para transações realizadas em dispositivos não cadastrados. Nesses casos, pessoas físicas podem transferir até R$ 200 por operação, com teto diário de R$ 1.000, até que o aparelho seja validado pela instituição financeira. A medida busca reduzir riscos em situações como troca de celular ou acesso por dispositivos desconhecidos.
Outro mecanismo implementado é o bloqueio cautelar. Quando há indícios de irregularidade, a instituição recebedora pode reter o valor transferido por até 72 horas para análise. O objetivo é impedir a rápida dispersão de recursos em casos suspeitos, aumentando as chances de recuperação em eventuais fraudes.
As regras também mantêm restrições no período noturno, geralmente entre 20h e 6h, quando o limite padrão para transferências permanece em R$ 1.000 para pessoas físicas. A iniciativa visa reduzir ocorrências de crimes financeiros associados a horários de menor vigilância.
Além disso, o sistema passou a contar com melhorias no processo de contestação de transações. Desde outubro de 2025, os aplicativos das instituições financeiras são obrigados a disponibilizar um canal específico para registro de fraudes, dentro do chamado Mecanismo Especial de Devolução, permitindo ao usuário solicitar análise diretamente pelo aplicativo.
As instituições também devem compartilhar informações sobre operações suspeitas, fortalecendo o monitoramento conjunto e a prevenção de golpes recorrentes.
Com as novas diretrizes, o Banco Central busca equilibrar a agilidade característica do Pix com uma estrutura mais robusta de segurança. Para os usuários, isso representa maior proteção, ainda que com a presença de limites e mecanismos adicionais de controle nas transações do dia a dia.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Estado de Minas











