Agentes penais rodam por suspeita de máfia do tráfico e propina em presídios de Campos
Policiais civis da 146ª DP (Guarús), com apoio do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, deflagraram, nesta quinta-feira (07/05), a segunda fase da “Operação Clausura” contra uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e outros crimes dentro de presídios. A ação acontece em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e é acompanhada pela Corregedoria-Geral e a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Penal. Até o momento, 12 pessoas foram presas.
As investigações tiveram início após o homicídio do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima, em abril de 2025, em Campos dos Goytacazes. No momento do crime, o homem já havia sido expulso da corporação, após uma investigação apontar o envolvimento dele em crimes dentro do sistema prisional.
Após o fato, agentes iniciaram trabalhos de inteligência para apurar a autoria do homicídio e, em dezembro do mesmo ano, deflagraram a primeira fase da operação, capturando três homens envolvidos na emboscada.
No decorrer das diligências e dando continuidade às investigações, policiais civis da unidade identificaram um complexo esquema de corrupção e tráfico de drogas envolvendo agentes públicos, custodiados e traficantes locais. Conforme o apurado, Marcelo Aparecido utilizava a confiança da profissão e era o elo para a entrada de drogas e outras irregularidades em dois presídios. Segundo os agentes, esta seria uma das motivações para o seu homicídio.
Ainda conforme apurado, a organização criminosa possuía três diferentes núcleos que atuavam no tráfico de drogas e em outros crimes dentro dos presídios. Além disso, também haviam negociações para a comercialização de aparelhos telefônicos e outros benefícios, com indicação de quantidade, qualidade, logística de entrega e distribuição interna, bem como a comprovação do lucro através de transações bancárias realizadas pelos envolvidos. A operação desta quinta, portanto, visa desmantelar esse esquema criminoso.
Fonte: PCERJ











