Caneta para emagrecer feita no Brasil será até 60% mais barata
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira a primeira caneta nacional à base de semaglutida, substância utilizada nos medicamentos Ozempic e Wegovy, desenvolvidos pela Novo Nordisk. O novo medicamento, chamado Ozivy, será produzido pela EMS e terá indicação para o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos.
A aprovação ocorreu após o fim da patente da semaglutida no Brasil, encerrada em março deste ano. Segundo a Anvisa, o Ozivy é a primeira caneta de semaglutida sintética liberada no país. Diferentemente do Ozempic, considerado um medicamento biológico, o novo produto é desenvolvido por síntese química.
Apesar de semelhante, o Ozivy não é classificado como genérico, já que a legislação brasileira não permite genéricos de medicamentos biológicos. A expectativa da EMS é que o remédio chegue às farmácias em cerca de 30 dias, após definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Segundo a farmacêutica, o valor deverá ser aproximadamente 30% menor que os praticados atualmente no mercado para medicamentos à base de semaglutida. A empresa informou ainda que o produto será fabricado em Hortolândia, no interior de São Paulo, com capacidade de produção de até 40 milhões de canetas por ano.
Assim como o Ozempic, o Ozivy será um medicamento injetável de aplicação semanal e exigirá prescrição médica em duas vias. O tratamento atua simulando o hormônio GLP-1, ajudando no controle da glicemia, aumentando a produção de insulina e promovendo sensação de saciedade.
Além do controle do diabetes tipo 2, medicamentos dessa classe também são utilizados no tratamento da obesidade. Estudos citados pela Anvisa apontam que a semaglutida pode levar à perda de aproximadamente 17% do peso corporal após cerca de 68 semanas de tratamento.
A Anvisa informou ainda que existem outros pedidos de aprovação em análise no Brasil envolvendo versões sintéticas e biológicas da semaglutida. A ampliação da concorrência no mercado pode reduzir os preços dos medicamentos e aumentar o acesso ao tratamento.
Apesar da aprovação regulatória, o medicamento ainda não será disponibilizado automaticamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, será necessária avaliação técnica e econômica do Ministério da Saúde e da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Globo











