Funcionário de necrotério é preso suspeito de fazer Pix com celular de homem morto
Transferência de R$ 7 mil teria sido realizada horas após a morte da vítima; caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil
Um atendente de necrotério foi preso em Santos suspeito de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix de R$ 7 mil para sua própria conta bancária. O investigado, identificado como Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, é alvo de apuração conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil.
A vítima morreu na madrugada de 15 de maio após sofrer um acidente de motocicleta na Avenida Mário Covas. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o motociclista perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste de iluminação.
A suspeita surgiu quando a viúva procurou o banco para encerrar a conta do marido, no dia 24 de maio, e identificou uma transferência realizada após o horário da morte. Ao verificar os dados do destinatário, ela constatou que o valor havia sido enviado para um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo da vítima chegou ao IML por volta das 3h26 do dia do acidente. O comprovante bancário aponta que a transferência de R$ 7 mil foi efetuada às 6h49 da mesma manhã.
A família relatou ainda que o reconhecimento do corpo ocorreu por volta das 11h, momento em que o aparelho celular foi devolvido com sinais de danos. Conforme o registro policial, o telefone aparentava estar quebrado e, posteriormente, familiares verificaram a ausência de mensagens e arquivos no aplicativo WhatsApp.
Outro fato que chamou a atenção da família foi o registro de atividade no aparelho após a morte da vítima. Segundo a viúva, a última visualização do aplicativo ocorreu às 8h22 daquele dia, levantando suspeitas sobre o uso indevido do telefone.
A prisão preventiva do suspeito foi cumprida na segunda-feira (8) por agentes da Corregedoria da Polícia Civil. O caso teve início no 3º Distrito Policial de Santos e posteriormente foi encaminhado para investigação especializada.
Segundo a SSP-SP, as apurações envolvem possíveis crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
Em nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica informou que acompanha o caso e destacou que não tolera desvios de conduta por parte de seus servidores, adotando medidas administrativas e disciplinares sempre que irregularidades são identificadas.
A defesa do investigado não havia se manifestado até a última atualização do caso.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











