Ypê amplia troca e reembolso de produtos suspensos por telefone
A Ypê ampliou o atendimento aos consumidores que ainda têm em casa produtos atingidos por medidas cautelares da Anvisa. Além do pedido de reembolso, os clientes também poderão solicitar a troca dos itens por meio dos telefones oficiais do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), informou a empresa.
A medida vale para produtos com número de lote terminado em “1” que ainda não foram liberados para uso ou comercialização. Segundo a fabricante, a ampliação foi adotada em alinhamento com a Anvisa para agilizar o atendimento aos consumidores e acelerar a normalização das operações.
De acordo com a agência, lava-louças líquidos e desinfetantes da marca fabricados a partir de 1º de março de 2026 já estão liberados para uso e comercialização. Antes, a autorização valia apenas para produtos produzidos a partir de abril. A nova liberação foi anunciada em 15 de junho, após a apresentação de laudos de laboratórios autorizados.
No caso dos lava-roupas líquidos, a situação permanece mais restrita. A Anvisa manteve liberados apenas os itens fabricados a partir de 1º de abril. Assim, produtos dessa categoria com lote final “1” fabricados até 31 de março de 2026 continuam sem liberação para uso, venda ou distribuição.
Para esses casos, a Ypê informou que seguirá oferecendo troca ou reembolso. O reembolso pode ser solicitado pelos telefones do SAC ou pelo portal ype.info/comunicado, com pagamento exclusivamente via Pix. Já os pedidos de troca devem ser feitos pelos canais telefônicos.
Os consumidores podem procurar atendimento pelos números 0800 002 6071, com funcionamento 24 horas; 0800 278 0024, de segunda a domingo, das 9h às 18h; e 0800 130 0544, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
Segundo a empresa, após o contato do consumidor, o processo de troca é conduzido para reduzir ao máximo o esforço do cliente, com etapas e solução definidas conforme as características de cada caso.
No caso dos lava-louças líquidos e desinfetantes fabricados em janeiro e fevereiro de 2026, também com lote final “1”, a Ypê informou que já apresentou à Anvisa os resultados de laudos feitos por laboratórios autorizados. Esses itens, porém, ainda dependem de autorização formal da agência para voltar ao mercado.
Até nova liberação, a orientação é que os consumidores mantenham os produtos separados, em local seguro, sem usar e sem descartar. A empresa afirma que, neste momento, a Anvisa não determinou devolução ou recolhimento obrigatório desses itens.
A suspensão original ocorreu após inspeção conjunta da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo (SP). Segundo a agência, foram identificadas 76 irregularidades na fábrica da Química Amparo, responsável pela marca Ypê, incluindo falhas em etapas de produção, garantia da qualidade e controle de qualidade.
No fim de maio, a vigilância sanitária autorizou a retomada da produção na fábrica de Amparo, depois de uma reinspeção. Na ocasião, também foi liberado o uso e a comercialização dos produtos fabricados a partir de abril. A Anvisa informou, no entanto, que o processo seguiria sob monitoramento e que a liberação dos lotes ainda suspensos dependeria da análise de laudos de laboratórios autorizados.
Em nota, o diretor executivo Jurídico e de Assuntos Corporativos da Ypê, Sergio Pompilio, afirmou que a empresa segue atuando em colaboração com a Anvisa para normalizar a situação. “A Anvisa já havia liberado os lotes produzidos a partir de abril e, dia 15, liberou também os de março. O próximo passo é a análise dos laudos referentes aos lotes produzidos em janeiro e fevereiro, que foram apresentados à Agência ainda ontem. Seguimos avançando com responsabilidade e transparência, em colaboração constante com a Anvisa, para normalizar a situação o quanto antes”, disse.
Situação dos produtos
Lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final “1”: liberados os fabricados a partir de 1º de março de 2026; itens produzidos em janeiro e fevereiro ainda aguardam decisão da Anvisa.
Lava-roupas líquidos com lote final “1”: liberados os fabricados a partir de 1º de abril de 2026; os itens feitos até 31 de março seguem suspensos.
Entenda a cronologia do caso
A crise começou após inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da Ypê, em Amparo (SP). Os fiscais identificaram falhas relacionadas ao cumprimento da RDC nº 47/2013, norma que estabelece as Boas Práticas de Fabricação para saneantes. Em 7 de maio, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de 23 produtos líquidos da marca, além do recolhimento dos lotes afetados. Depois de recursos, novas fiscalizações e medidas corretivas, parte das restrições foi flexibilizada até a publicação da resolução mais recente, em 15 de junho.
Se quiser, posso transformar esse texto em uma versão mais curta, em estilo de portal de notícias, ou adaptar para publicação em rede social.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











