Programa Move Brasil do Governo Federal: veja como financiar moto nova em até 48 vezes

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Os entregadores por aplicativo já podem se cadastrar no programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp, nova linha de crédito criada pelo Governo Federal para facilitar a aquisição de motocicletas e bicicletas utilizadas como instrumento de trabalho. Embora os financiamentos só estejam disponíveis para contratação a partir do dia 13 de julho, a iniciativa já desperta grande interesse da categoria em todo o país.

O programa tem como objetivo financiar a compra de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motocicletas flex de até 160 cilindradas, desde que sejam produzidas ou montadas no Brasil. A proposta busca ampliar o acesso ao crédito para profissionais que atuam no transporte de passageiros e na entrega de mercadorias por aplicativos, além de trabalhadores com carteira assinada que exerçam essas atividades.

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Entre os principais atrativos estão as taxas de juros reduzidas. Para homens, os financiamentos terão juros de 12,5% ao ano. Já para mulheres, a taxa será de 11,5% ao ano. Segundo o Governo Federal, o mercado costuma praticar taxas entre 25% e 30% anuais para operações semelhantes.

Outra vantagem é que não será exigida entrada. Os bancos poderão financiar até 100% do valor do veículo, com prazo de pagamento de até 48 meses e início da cobrança das parcelas somente dois meses após a liberação do crédito. O seguro prestamista também poderá ser incluído no financiamento.

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De acordo com o Ministério da Fazenda, em um exemplo de financiamento de R$ 21 mil, a parcela mensal ficaria em torno de R$ 552 nas condições mais favoráveis do programa.

Público potencial de até 1,2 milhão de trabalhadores

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Técnicos do Governo Federal estimam que entre 700 mil e 1,2 milhão de entregadores em todo o Brasil poderão ser beneficiados pela iniciativa.

Para participar, é necessário estar cadastrado em uma plataforma de transporte ou entrega há pelo menos seis meses e ter realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também é exigida a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A para os profissionais que pretendem financiar motocicletas.

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O programa limita a contratação a um veículo por beneficiário.

Segundo representantes da categoria, a nova modalidade de crédito atende a uma antiga demanda dos trabalhadores, que frequentemente enfrentam dificuldades para obter financiamento devido à falta de garantias, ausência de entrada ou restrições na análise de crédito.

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Categoria comemora oportunidade

A expectativa de adesão é elevada. Muitos entregadores veem no programa a oportunidade de adquirir seu primeiro veículo próprio ou substituir motocicletas antigas e desgastadas pelo uso intenso.

Amsterdan Sousa, idealizador do Voz dos Entregadores e integrante do Coletivo Carioca, afirma que já realizou seu cadastro e aguarda a aprovação.

“Por trabalhar por conta própria, não tenho comprovação de renda, fiador nem dinheiro para dar entrada. Minha primeira moto foi usada e comprada com ajuda de parentes. Agora poderei ter minha primeira moto zero quilômetro. Isso vai facilitar muito a vida de quem trabalha com motos alugadas”, destacou.

Para Marcelo da Cruz, presidente da Associação Movimento dos Entregadores do Rio de Janeiro, o programa pode representar uma mudança significativa na realidade da categoria.

“Muitos entregadores pagam entre R$ 800 e R$ 1.200 por semana no aluguel de uma moto. Ter um veículo próprio reduz custos, traz mais previsibilidade financeira e melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias”, afirmou.

Como participar

A adesão ao programa deve ser feita por meio da plataforma oficial do Governo Federal. Após o cadastro e autorização para compartilhamento dos dados, o trabalhador receberá, em até cinco dias úteis, a confirmação de que atende aos critérios exigidos.

A aprovação na etapa inicial não garante automaticamente a concessão do crédito, já que a liberação final dependerá da análise realizada pelas instituições financeiras participantes, entre elas a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e bancos parceiros.

O programa permite financiar apenas veículos novos e de fabricação nacional, incluindo modelos elétricos, reforçando também a política de incentivo à mobilidade sustentável e à produção industrial brasileira.

A expectativa do governo é que a iniciativa contribua para renovar a frota utilizada pelos entregadores, ampliar o acesso ao crédito e melhorar as condições de trabalho de milhares de profissionais que dependem diariamente desses veículos para garantir sua renda.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do Extra

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