Falsa central telefônica: golpe fica mais sofisticado
Apesar de conhecido, o golpe da falsa central telefônica continua fazendo vítimas em todo o país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos, os criminosos têm aperfeiçoado as abordagens com o uso de tecnologias que simulam números oficiais de instituições financeiras e técnicas de engenharia social para convencer clientes a fornecer informações sigilosas.
As fraudes geralmente começam por ligações telefônicas, mensagens de SMS, WhatsApp ou e-mails que aparentam ser enviados pelo banco da vítima. Em muitos casos, os golpistas utilizam programas capazes de mascarar o número da chamada, fazendo parecer que o contato realmente parte da instituição financeira.
Como funciona o golpe
Durante o contato, os criminosos costumam informar que a conta bancária está sob risco de invasão, que houve uma compra suspeita no cartão ou que um novo aparelho acessou a conta. Em seguida, pressionam a vítima a fornecer senhas, códigos de autenticação e outros dados bancários.
Outra estratégia é afirmar que a agência bancária está sob investigação ou orientar a transferência do dinheiro para uma suposta “conta segura”. Há ainda golpes envolvendo falsas mensagens sobre expiração de milhas do cartão de crédito ou links para atualização de aplicativos, que podem instalar programas maliciosos no celular.
Segundo Raphael Mielle, todas essas abordagens utilizam técnicas de engenharia social, baseadas na manipulação psicológica para induzir a vítima a agir rapidamente.
O que os bancos nunca fazem
A Febraban reforça que instituições financeiras não solicitam, por telefone ou mensagens:
* Senhas bancárias, tokens ou códigos de autenticação;
* Transferências para solucionar supostos problemas na conta;
* Instalação de aplicativos enviados por terceiros;
* Entrega do cartão bancário a motoboys;
* Decisões imediatas sob pressão.
Como se proteger
A recomendação é interromper imediatamente qualquer ligação suspeita e entrar em contato com o banco utilizando apenas os canais oficiais, como o telefone impresso no verso do cartão ou os aplicativos oficiais da instituição.
Também é importante:
* Não clicar em links enviados por mensagens;
* Desconfiar de contatos que criem sensação de urgência;
* Nunca instalar aplicativos indicados por desconhecidos;
* Não fornecer senhas ou códigos de autenticação por telefone.
O que fazer em caso de golpe
Caso seja vítima da fraude, a orientação da Febraban é comunicar imediatamente o banco para bloquear o acesso à conta, alterar senhas e adotar outras medidas de segurança. Também é recomendado registrar um boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações e formalizar o crime perante as autoridades.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Extra











