Anvisa manda apreender lotes falsos de caneta emagrecedora
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (10), a apreensão e a proibição da comercialização de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e também prescrito, em alguns casos, para o controle da obesidade.
A medida foi adotada após a farmacêutica Eli Lilly, fabricante e detentora do registro do medicamento no Brasil, identificar irregularidades em produtos que estavam sendo comercializados como originais.
Segundo a Anvisa, foram constatadas inconsistências no lote 855044, do Mounjaro 10 mg, e nos lotes D880403, MJR 257 e D854901, do Mounjaro 15 mg.
Entre as irregularidades encontradas estão o uso de números de lote não reconhecidos pela fabricante, incompatibilidade entre o número de série e o lote informado, utilização de dispositivo diferente do original e erro de grafia na embalagem, com a palavra “soluction” no lugar de “solution”.
Riscos à saúde
A Anvisa alerta que medicamentos falsificados representam sérios riscos à saúde, pois não há garantia sobre a qualidade do produto, a presença do princípio ativo na concentração correta ou mesmo a segurança da substância aplicada.
O uso desses produtos pode comprometer a eficácia do tratamento e aumentar o risco de reações adversas.
A agência reforça que medicamentos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, devem ser utilizados apenas sob prescrição médica e com acompanhamento profissional. O tratamento deve estar associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, quando indicado.
Compra deve ser feita apenas em estabelecimentos autorizados
A orientação da Anvisa é que o medicamento seja adquirido exclusivamente em farmácias e estabelecimentos regularizados, sempre mediante apresentação de receita médica.
A agência também chama a atenção para os riscos do uso off-label — quando o medicamento é utilizado para finalidades não previstas em bula. Segundo dados do órgão, 26% dos eventos adversos registrados estão relacionados a esse tipo de utilização.
Entre as complicações mais graves associadas ao uso inadequado desses medicamentos está a pancreatite aguda, inflamação do pâncreas que pode exigir internação e já foi alvo de alertas emitidos por autoridades sanitárias brasileiras e internacionais.
A Anvisa orienta que consumidores que suspeitem da autenticidade do medicamento interrompam o uso imediatamente e procurem orientação médica, além de comunicar o caso aos órgãos de vigilância sanitária.
Fonte: Guia Muriaé, com informações da Veja











