Projeto de lei propõe reconhecer ipê-amarelo da Praça João Pinheiro como patrimônio cultural de Muriaé
Árvore plantada há cerca de 41 anos é apontada como referência afetiva e simbólica para moradores e visitantes do município

Na justificativa, o vereador argumenta que a árvore ultrapassou o caráter meramente paisagístico e passou a representar uma referência histórica, cultural e afetiva para a população muriaeense.
Conforme informações citadas na proposta, o exemplar foi plantado há aproximadamente 41 anos pelo servidor público Joel Carneiro Sartório e permanece desde então na Praça João Pinheiro, nas proximidades do relógio existente no local.
Ao longo das décadas, o ipê tornou-se um dos elementos característicos da paisagem do Centro da cidade. Durante o período de floração, a árvore chama a atenção de moradores e visitantes, sendo frequentemente fotografada e registrada, o que contribuiu para sua associação à imagem de Muriaé.
O projeto destaca ainda que a relação da comunidade com a árvore foi construída ao longo de diferentes gerações. Pessoas que frequentavam a praça no passado reconhecem o exemplar, enquanto moradores mais jovens continuam utilizando o espaço e registrando sua floração.
Segundo a justificativa, os registros feitos por moradores, visitantes e veículos de comunicação, além da divulgação promovida pelo próprio município, ajudaram a consolidar o ipê como uma referência no imaginário local.
Proposta busca reconhecer valor cultural
O texto apresentado à Câmara ressalta que a intenção não é atribuir o reconhecimento exclusivamente às características naturais ou botânicas da árvore. O objetivo seria formalizar o valor simbólico, afetivo e identitário construído pela comunidade em torno do exemplar.
A justificativa menciona a Lei Municipal nº 7.589/2026, que estabelece critérios relacionados ao patrimônio cultural de natureza imaterial, incluindo bens que representem referências à identidade, à memória e à continuidade cultural da comunidade muriaeense.
Na avaliação apresentada pelo autor, o ipê reúne essas características por estar ligado à paisagem urbana, atravessar diferentes gerações e estimular práticas de contemplação, fotografia e registro durante sua floração.
O projeto também defende que reconhecer a árvore como patrimônio cultural representa preservar não apenas sua presença física, mas a memória coletiva construída ao seu redor e as lembranças de pessoas que passaram pela Praça João Pinheiro ao longo dos anos.
A matéria ainda será analisada pelas comissões da Câmara Municipal antes de seguir para as demais etapas de tramitação. Até o momento, a proposta aguarda emissão de parecer.
Fonte: Guia Muriaé







