Crime em Orizânia: suspeita de golpe milionário contra cafeicultores é presa após extradição de Portugal

Segundo o delegado Thales Borges Muniz, Camila retornou ao Brasil no último sábado (5). A extradição dela foi priorizada em razão dos filhos menores de idade, que também viajaram de volta ao país acompanhados pela mãe.
Após desembarcar em território brasileiro, a investigada foi presa em Confins e posteriormente encaminhada para o presídio de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde permanece à disposição da Justiça. Os filhos deverão ficar sob os cuidados de familiares.
Junior também deverá ser extraditado para o Brasil, mas, até o momento, não havia previsão para a conclusão do procedimento.
Produção de café teria sido comprada sem pagamento
Conforme as investigações da Polícia Civil, o casal teria adquirido grandes volumes de café durante a safra de 2024 diretamente de produtores rurais. As negociações teriam sido realizadas com a promessa de que os pagamentos seriam feitos posteriormente.
Após receber a produção, os investigados teriam comercializado o café sem repassar os valores correspondentes aos agricultores. Em seguida, deixaram o Brasil e viajaram para a Europa. O prejuízo estimado pela investigação é de aproximadamente R$ 1 milhão.
Prisão ocorreu em Portugal
Camila e Junior foram localizados e presos em 18 de junho, na região de Coimbra, em Portugal. A ação fez parte da operação Expresso Atlântico, que contou com a participação da Polícia Federal, da Interpol, da Polícia de Segurança Pública portuguesa e da Delegacia de Polícia Civil de Divino, na Zona da Mata.
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil de Divino e envolveu análise documental, levantamentos patrimoniais e pesquisas relacionadas à movimentação migratória dos investigados.
De acordo com a corporação, os elementos reunidos durante as apurações fundamentaram os pedidos de prisão preventiva, a inclusão dos nomes do casal na Difusão Vermelha da Interpol e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
As acusações ainda são objeto de investigação e os investigados têm direito à defesa e ao devido processo legal.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











