Remédios para emagrecer vendidos ilegalmente são apreendidos em cidades da região
Mandados foram cumpridos em Visconde do Rio Branco, Guiricema e São Geraldo durante investigação sobre possível comercialização irregular de produtos para emagrecimento
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, na manhã desta quarta-feira (9), uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão em imóveis situados nos municípios de Visconde do Rio Branco, Guiricema e São Geraldo, na Zona da Mata. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Visconde do Rio Branco e integra uma investigação sobre a possível comercialização irregular de medicamentos e substâncias injetáveis destinados ao emagrecimento.
Segundo as apurações, três pessoas estariam envolvidas na venda dos produtos em desacordo com normas e exigências sanitárias estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A divulgação dos itens teria ocorrido principalmente por meio de redes sociais, especialmente o Instagram.
Durante as diligências, os policiais localizaram medicamentos, substâncias injetáveis e materiais utilizados na aplicação. Entre os produtos apreendidos estão tirzepatida, retatrutida, peptídeo GHK-CU e Lipostabil, além de outras substâncias. Nos três endereços, foram recolhidas pelo menos 20 ampolas ou frascos, incluindo unidades lacradas, abertas e vazias.
Também foram encontrados uma embalagem de retatrutida acompanhada de caneta e agulhas, além de seringas contendo uma substância incolor aparentemente preparada para aplicação. As equipes apreenderam ainda seringas, agulhas, sachês de álcool 70% para assepsia, receituários e documentos relacionados a medicamentos. Em um dos locais, havia seringas aparentemente utilizadas e outras novas, acondicionadas individualmente.
Um aparelho celular foi apreendido em cada município. Os dispositivos serão submetidos a análise para auxiliar na investigação e esclarecer a eventual autoria, materialidade e circunstâncias das possíveis infrações penais.
A Polícia Civil informou que ainda não foi esclarecida a procedência dos medicamentos, assim como sua originalidade e integridade. Essas questões deverão ser verificadas durante o andamento do inquérito, juntamente com a regularidade da comercialização e o cumprimento das normas sanitárias aplicáveis.
Os três alvos da operação foram ouvidos e liberados. Segundo a Polícia Civil, a decisão está relacionada à necessidade de realização de diligências técnicas, inclusive com apoio pericial, para verificar a materialidade dos delitos investigados.
Todo o material recolhido foi encaminhado para as providências de polícia judiciária. A investigação seguirá para esclarecer a origem dos produtos, as condições em que eram comercializados e eventual responsabilidade dos envolvidos.
Fonte: Guia Muriaé











