Renzo Braz assumirá vaga no Senado com saída de Rodrigo Pacheco para o TCU
Ex-deputado federal de Muriaé será efetivado como senador por Minas Gerais após a posse de Pacheco como ministro do Tribunal de Contas da União
O ex-deputado federal Renzo Braz, de Muriaé, assumirá uma cadeira no Senado Federal após a saída de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que será empossado como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h. Braz é o primeiro suplente da chapa eleita em 2018 e passará a representar Minas Gerais na Casa.
A posse de Pacheco no TCU ocorrerá em cerimônia restrita. O atual senador foi escolhido pelo Congresso Nacional para ocupar a vaga anteriormente exercida por Bruno Dantas. Com a mudança, o mandato de senador por Minas Gerais será preenchido por Renzo Braz até o encerramento do período correspondente.
Nascido em Muriaé em 11 de abril de 1980, Renzo do Amaral Braz é formado em Administração pela Universidade Iguaçu (UNIG) e em Gerência de Custos Logísticos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Braz chegou à Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, quando foi eleito com 102.573 votos. Em 2014, foi reeleito para um segundo mandato, obtendo 109.510 votos.
Durante sua passagem pela Câmara, o parlamentar participou de votações de destaque no cenário nacional. Entre elas, votou favoravelmente ao processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu o teto para os gastos públicos e à Reforma Trabalhista. Em 2017, também votou contra a abertura de investigação contra o então presidente Michel Temer.
Em 2018, Renzo Braz concorreu como primeiro suplente na chapa encabeçada por Rodrigo Pacheco na disputa por uma vaga no Senado por Minas Gerais. Com a ida de Pacheco para o TCU, ele agora será chamado a exercer o mandato de senador.
Pacheco será ministro do TCU
A indicação de Rodrigo Pacheco para o Tribunal de Contas da União foi aprovada pelo Senado Federal no início de setembro, com 63 votos favoráveis e quatro contrários. Na Câmara dos Deputados, a escolha recebeu 404 votos a favor e 61 contrários.
Pacheco presidiu o Senado e o Congresso Nacional e está no último ano de seu mandato como senador. Ele decidiu não disputar a reeleição. Ao longo de sua trajetória política, também chegou a ser considerado para uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), possibilidade que não se concretizou.
O senador ainda foi consultado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma eventual candidatura ao Governo de Minas Gerais, mas optou por não disputar o cargo.
Como funciona o TCU
O Tribunal de Contas da União é responsável pelo controle externo da administração pública e das contas públicas no âmbito federal, atuando como órgão auxiliar do Congresso Nacional na fiscalização.
A Corte é composta por nove ministros. Dois terços das vagas são preenchidos pelo Congresso Nacional e um terço pelo presidente da República, observadas as regras previstas na Constituição Federal para as indicações.
Com a posse de Rodrigo Pacheco no TCU, Renzo Braz passará a integrar o Senado Federal como representante de Minas Gerais, retomando sua atuação no Legislativo nacional após ter exercido dois mandatos como deputado federal.
Fonte: Guia Muriaé











