Homem mata ex-companheira e irmã dela e tira a própria vida
Segundo a polícia, mulher havia se mudado para fugir das ameaças e tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro; filho do casal presenciou o crime

Segundo informações da Polícia Militar, o casal havia encerrado o relacionamento aproximadamente 30 dias antes. Depois da separação, Lucimar Ambrósio André deixou Mariana e se mudou para Acaiaca, mantendo o novo endereço em sigilo. O ex-companheiro, identificado como Uelinton Antônio Gomes, havia se mudado para São Paulo.
Ainda conforme o registro policial, após o término, o homem passou a fazer ameaças contra Lucimar por meio de ligações telefônicas e mensagens. No dia 8 de setembro, ela procurou a Polícia Militar e recebeu orientação para solicitar uma medida protetiva de urgência, que foi concedida no dia seguinte.
Na noite do crime, o filho de Lucimar e Uelinton, uma criança de aproximadamente 8 anos, teria visto o pai chegar armado à residência. O menino correu até familiares para alertá-los sobre a presença do homem e o risco à mãe.
De acordo com os indícios levantados pela polícia, Uelinton entrou no imóvel após passar por uma mureta e arrombar a porta da sala. Ele teria perseguido Lucimar e a irmã dela, Sabrina Gonçalves Ambrósio, até a cozinha, onde efetuou os disparos.
Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram as duas mulheres e o homem mortos no chão da cozinha, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Um revólver calibre .38 foi localizado próximo ao corpo do suspeito.
A perícia apreendeu a arma, cinco munições deflagradas e uma intacta, além de recolher um projétil encontrado no imóvel. A motocicleta utilizada pelo homem para chegar à residência também foi apreendida. Três celulares foram recolhidos durante os trabalhos, já que testemunhas informaram que uma câmera de segurança da casa poderia ser acessada por meio dos aparelhos.
Os corpos foram encaminhados para o Hospital de Ponte Nova para os procedimentos de necropsia. A criança ficou sob os cuidados de familiares maternos.
O caso será investigado pelas autoridades competentes, que deverão apurar as circunstâncias do crime e analisar os elementos encontrados no local.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











