Terceiro filhote de muriqui do ano é descoberto na RPPN Sossego do Muriqui
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O nascimento do terceiro filhote de muriqui registrado neste ano na RPPN Sossego do Muriqui, do Grupo Curimbaba, em Simonésia, foi identificado nesta quarta-feira (14/10). O animal é filho da fêmea Esperança e foi fotografado pelo naturalista e fotógrafo Theo Anderson, que reside na reserva e atua nas pesquisas e no monitoramento dos primatas.
Ainda não foi possível identificar se o filhote é macho ou fêmea. Esperança é filha de Eduarda, uma das muriquis acompanhadas pelos pesquisadores, que agora se tornou avó novamente. A reserva pertence ao Grupo Curimbaba e é gerida pela Associação dos Amigos do Meio Ambiente de Manhuaçu (AMA).
O registro fotográfico se soma a outros dois nascimentos identificados em agosto. Na ocasião, Eduarda teve uma fêmea, batizada de Emília, enquanto Gotícula também teve um filhote, cujo sexo ainda não foi identificado.
Segundo Theo, a temporada de nascimentos geralmente ocorre entre junho e outubro.
MONITORAMENTO CONSTANTE
O acompanhamento dos muriquis exige percorrer uma extensa área de floresta em terreno montanhoso. Theo explica que o trabalho demanda preparo físico, técnicas de montanhismo e conhecimentos de primeiros socorros. As atividades podem começar antes do amanhecer e terminar depois do pôr do sol.
Na entrevista, o pesquisador informou que o monitoramento era realizado por terra, sem o uso de drones com câmeras térmicas. A rotina permite acompanhar os animais e identificar mudanças no grupo, como a chegada de novos filhotes.
PRESERVAÇÃO INTEGRADA
A região conhecida como Mata do Sossego reúne duas reservas, entre elas, a RPPN Sossego do Muriqui, criada voluntariamente pelo Grupo Curimbaba. O projeto de acompanhamento dos primatas é coordenado por Fernanda Tabacow, do Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB).
Theo destaca que a conservação dos muriquis também contribui para proteger os demais animais, a floresta e os recursos hídricos que abastecem comunidades e propriedades rurais do entorno.
“A Mata do Sossego é uma verdadeira caixa d’água”, afirmou o naturalista, ao explicar a relação entre a manutenção da floresta e a disponibilidade de água na região.
Fonte: Carlos Henrique Cruz












