Pneumonia tem prevenção e tratamento oferecido pelo SUS

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Muito comum durante as baixas temperaturas, a pneumonia é uma doença séria e que não tratada a tempo pode, inclusive, levar à morte. Mas, o que muita gente não sabe, é que a enfermidade pode ser prevenida com vacina e muita hidratação, além do próprio tratamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Os casos de pneumonia aumentam muito durante o inverno. O clima frio diminui a imunidade das pessoas, o que já é um risco. E, além disso, alguns hábitos comuns no inverno, como manter os locais fechados e a diminuição da ingestão de líquidos aumentam os riscos de adquirir a doença. Por isso, é preciso ficar atento aos sintomas da doença e não descuidar da hidratação”, explica Marcelo Lopes Ribeiro, clínico emergencista da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (FHEMIG).

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Marcelo Ribeiro explica que, diferente do que as pessoas acreditam, durante o inverno o corpo humano perde muito líquido. Por isso, uma das medidas para prevenir a doença é manter-se hidratado, pois a desidratação propicia a propagação dos micro-organismos nos pulmões. A atenção deve ser redobrada, principalmente em relação ao grupo de maior risco: idosos, crianças e pessoas com doença crônicas.

O clínico lembra ainda que a pneumonia é uma reação inflamatória do pulmão causada por micro-organismos como vírus, bactérias e, algumas vezes, por fungos. Os principais sintomas da doença são tosse; expectoração com secreção amarelada (uma ou outra vez com sangue); dor no tórax aos tossir; falta de ar e febre. A doença, que pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções, transfusão de sangue ou devido a mudanças bruscas de temperatura, tem alta taxa de mortalidade. Em 2016, Minas Gerais registrou 9.807 mil internações em decorrência de pneumonia e 2.519 mortes.

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Em caso de suspeita da doença, o usuário do SUS deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa. Lá, o paciente será avaliado pela equipe de saúde e, se necessário, encaminhado para uma unidade de referência, pois, em alguns casos, pode ser necessária a internação hospitalar.

O tratamento da pneumonia depende do micro-organismo causador da doença. Nas pneumonias bacterianas, devem-se usar antibióticos. Quando a pneumonia é causada por vírus, o tratamento inclui apenas antitérmicos e analgésicos para aliviar os sintomas, podendo ser necessários medicamentos antivirais nas formas graves da doença.

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Vacinação

Segundo Marcelo Ribeiro, as vacinas contra a Influenza e anti-pneumocócica reduzem cerca de 80% as internações e a mortalidade por pneumonia. Mesmo assim, o médico esclarece que não existe vacina contra a pneumonia causada por outros tipos de micro-organismos como os fungos.

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A vacina anti-pneumocócica é destinada para menores de dois anos, pessoas com mais de 60 anos, principalmente residentes em asilos ou casas de apoio a idosos, indígenas, profissionais da saúde, gestantes e pessoas com mais de 2 anos que apresentem condições que predisponham (direta ou indiretamente) às infecções pneumocócicas recorrentes, particularmente às formas graves, como: Esplenectomia (cirúrgica ou funcional, como na anemia falciforme); Deficiência de imunoglobulinas; Neoplasias malignas; AIDS; Fístula liquórica798; Doenças pulmonares (enfisema, brônquite crônica, bronquiectasias); Insuficiência cardíaca, renal ou hepática.; Diabetes e Alcoolismo.

A vacina reduz o risco de infecções graves causadas pelo Streptococcus pneumoniae (“pneumococo”). Esta bactéria é causa comum de infecções respiratórias (otite, sinusite, pneumonia), e também pode ocasionar infecções generalizadas (meningite, sepse).

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Já a vacina contra a Influenza tem como público prioritário crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis – as pessoas deste último grupo são mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença.

Fonte: SES-MG

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