A partir de abril, motoristas terão que se adaptar a novas regras de fiscalização nas rodovias
A fiscalização nas rodovias brasileiras deve passar por um processo de modernização a partir de 2026, com ampliação do uso de tecnologias como radares inteligentes, drones e sistemas de pedágio eletrônico. As mudanças buscam aumentar a segurança viária, reduzir infrações e tornar o monitoramento do trânsito mais integrado em tempo real.
Entre as novidades estão os radares do tipo Doppler, que começam a ser instalados em diversas rodovias, principalmente sob gestão do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP). Esses equipamentos são capazes de fiscalizar várias faixas simultaneamente e medir a velocidade média dos veículos entre dois pontos, dificultando práticas como reduzir a velocidade apenas próximo aos radares.
A fiscalização também será reforçada com o uso de drones operados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), utilizados para identificar infrações como ultrapassagens proibidas, uso indevido do acostamento e outras manobras perigosas em rodovias federais.
Outra mudança significativa é a ampliação do sistema de pedágio eletrônico conhecido como Free Flow, que elimina as tradicionais praças de cobrança. Nesse modelo, pórticos equipados com câmeras identificam automaticamente as placas dos veículos, permitindo a cobrança posterior da tarifa. Caso o pagamento não seja realizado em até 30 dias, o condutor poderá ser autuado por evasão de pedágio, infração considerada grave.
As novas medidas também estão ligadas às regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O sistema de pontuação permanece escalonado, permitindo até 40 pontos para motoristas sem infrações gravíssimas no período de 12 meses, com suspensão prevista em casos de reincidência em infrações mais graves.
A fiscalização também será ampliada para ciclomotores e bicicletas elétricas, que poderão exigir habilitação específica em determinados casos, além do uso de equipamentos de segurança. Já motoristas profissionais deverão respeitar o limite de condução contínua de até cinco horas e 30 minutos, com pausa mínima obrigatória de 30 minutos.
Com o avanço da tecnologia e o cruzamento de dados entre sistemas de monitoramento, autoridades esperam tornar a fiscalização mais eficiente e reduzir brechas para infrações nas rodovias brasileiras.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Estado de Minas











