Adolescente estupra e mata bebê de 1 ano
Uma tragédia chocou os moradores do distrito de Itaipuaçu, em Maricá (RJ), na madrugada desta sexta-feira (20). Uma bebê de apenas um ano e três meses morreu após ser vítima de violência física e sexual em um condomínio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. O autor do crime, um adolescente de 13 anos, foi apreendido e confessou o ato com detalhes, sem demonstrar arrependimento.
O caso veio à tona quando a mãe da criança, que trabalhava em um plantão noturno, recebeu uma ligação da babá por volta das 2h da manhã. A cuidadora — vizinha da família e avó de consideração do adolescente — afirmou que a menina estava “mole” e teria se engasgado.
A mãe socorreu a filha e a levou às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã. No entanto, a equipe médica constatou que a bebê já chegou à unidade sem vida. Ao examinarem o corpo, os profissionais de saúde identificaram lesões de esganadura no pescoço e sinais de abuso sexual, acionando imediatamente a Polícia Militar e a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI).
Durante as investigações, a polícia concentrou os interrogatórios nos três ocupantes do imóvel onde a criança estava: a babá, seu companheiro e o neto dela. Segundo o delegado Jean Mertens, responsável pelo caso, o cerco se fechou sobre o jovem após as entrevistas preliminares. “Como não tinha mais jeito, ele acabou confessando”, relatou o delegado.
Além de admitir o assassinato e o estupro da bebê, o adolescente revelou que esta não foi a primeira vez. Ele confessou ter praticado atos semelhantes contra pelo menos outras duas crianças que também ficavam sob os cuidados de sua avó em ocasiões anteriores.
Laudo do IML e Próximos Passos
O laudo do Instituto Médico Legal (IML), confirmado no final da tarde de sexta-feira, ratificou a causa da morte como asfixia por oclusão das vias aéreas superiores.
O adolescente foi apreendido e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil agora trabalha em uma segunda frente de investigação para determinar se a babá e seu companheiro tinham conhecimento dos abusos praticados pelo menor ou se houve omissão por parte dos responsáveis.
Fonte: Guia Muriaé











