Conta de luz deve ficar 8,6% mais cara em 2026, projeta Aneel

Estimativa supera a inflação prevista para o período e reflete aumento de custos do setor elétrico

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta um aumento médio de 8,6% nas tarifas de energia elétrica em 2026. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (12) por meio da nova edição do boletim InfoTarifas e supera a previsão de inflação para o período, calculada em 4,98% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a agência reguladora, a projeção leva em consideração diversos fatores que pressionam os custos do setor elétrico, entre eles a inflação, os gastos com aquisição de energia e componentes financeiros das distribuidoras.

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Um dos principais impactos apontados pela Aneel é a redução gradual dos créditos tributários de PIS/Cofins que vinham sendo devolvidos aos consumidores nos últimos anos. Esses recursos contribuíram para conter reajustes tarifários, mas estão próximos de se esgotar.

Outro fator que influencia o aumento é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo utilizado para financiar políticas públicas do setor elétrico. De acordo com a agência, as cotas da CDE representaram impacto de 1,4% na composição tarifária. Em 2025, a conta foi fixada em R$ 49,2 bilhões, dos quais R$ 46,8 bilhões foram pagos pelos consumidores por meio das tarifas de distribuição e transmissão.

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Apesar da previsão de alta, a Aneel destaca que o reajuste poderia ser ainda maior sem a utilização de recursos provenientes da renegociação de dívidas das concessionárias hidrelétricas relacionadas ao Uso de Bem Público (UBP).

A medida foi viabilizada pela Lei nº 15.235/2025, que permitiu às geradoras anteciparem o pagamento desses valores com desconto de 50%. Até o momento, 24 das 34 usinas hidrelétricas elegíveis aderiram ao acordo, gerando uma arrecadação estimada em R$ 5,53 bilhões.

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Os recursos serão utilizados para reduzir os impactos dos reajustes em consumidores atendidos por mais de 20 distribuidoras de energia. A expectativa da Aneel é que, com essa compensação, os reajustes para consumidores residenciais de baixa tensão fiquem próximos de 4,51% em diversas áreas de concessão, evitando aumentos que, em alguns casos, poderiam superar 20%.

O benefício alcançará distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, além de concessionárias que atendem áreas de Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo.

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Mesmo com as medidas de compensação adotadas pela agência, a previsão é de que os consumidores brasileiros enfrentem um aumento nas contas de energia acima da inflação ao longo de 2026, refletindo os desafios financeiros e estruturais do setor elétrico nacional.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Dia

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