Idosa perde R$ 160 mil em golpe do falso exame
A Polícia Civil investiga um caso de estelionato que resultou em prejuízo de cerca de R$ 160 mil a uma idosa de 76 anos, vítima do chamado “golpe do falso exame”, no Rio de Janeiro.
O crime ocorreu na semana passada e foi registrado na 10ª DP (Botafogo). Os criminosos se passaram por funcionários de um hospital privado da Zona Sul, utilizaram dados reais de um atendimento recente e convenceram a vítima de que havia urgência médica, culminando em transações com cartões bancários realizadas por um falso motoboy.
A idosa havia feito exames no Hospital Samaritano, em Botafogo, e recebeu contato por WhatsApp antes do prazo previsto para liberação dos resultados. Os golpistas copiaram a identidade visual da instituição, informaram supostas alterações nos exames e ofereceram a entrega do laudo por motoboy. No local, o falso entregador cobrou uma taxa simbólica e realizou diversas transações em uma máquina de cartão, inclusive após solicitar acesso ao wi-fi da residência.
Casos semelhantes tramitam no Tribunal de Justiça e indicam a atuação de quadrilhas especializadas, que exploram medo, urgência e confiança em instituições de saúde. Em outro episódio, criminosos ligaram para o quarto de uma puérpera, se passando por médico, e induziram a família a pagar por um medicamento inexistente.
O Hospital Samaritano informou que não realiza cobranças por telefone nem entrega exames mediante pagamento externo e que acolheu a paciente, prestando orientações e apoio, em conformidade com a LGPD. Avisos foram afixados na recepção alertando sobre o golpe. A Polícia Civil orienta que pacientes desconfiem de contatos externos, não efetuem pagamentos e confirmem informações diretamente com os canais oficiais. Entidades do setor de saúde suplementar reforçam que operadoras e hospitais não fazem cobranças desse tipo e recomendam atenção redobrada, especialmente entre idosos.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Globo











