Jovem de 28 anos morre após cirurgia plástica

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Uma família de Aparecida (SP) acusa a clínica de cirurgia plástica Dr. Plástica, localizada na região da Bela Vista, centro da capital paulista, pela morte de Larissa Rodrigues da Silva, de 28 anos, ocorrida poucos dias após um procedimento estético. A jovem, mãe de dois meninos de 5 e 8 anos, havia pago R$ 12 mil para realizar uma cirurgia no abdômen e a retirada de uma hérnia umbilical.

De acordo com a prima da vítima, Priscila Cristina da Silva, Larissa realizou o procedimento em janeiro deste ano, período em que o médico Herbert Gauss Júnior, responsável pela clínica, já estava impedido de exercer a profissão — o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) havia cassado seu registro em novembro de 2024. “Ela acreditava que seria operada por ele, mas foi informada de que quem faria a cirurgia seria a esposa e a filha do doutor”, relatou.

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Após a operação, Larissa sofreu fortes dores por 15 dias até sofrer uma parada cardíaca. O atestado de óbito aponta como causa da morte complicações decorrentes do pós-operatório de uma dermolipectomia, cirurgia plástica que remove o excesso de gordura e pele do abdômen.

A família registrou boletim de ocorrência e afirmou que não sabia da cassação do registro de Herbert, nem que sua esposa, Maria Lúcia Fontoura Gauss, embora médica, não possui especialização em cirurgia plástica registrada no Cremesp ou na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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O caso de Larissa não é isolado. Outras pacientes denunciaram a clínica por complicações cirúrgicas, falta de assistência no pós-operatório e procedimentos pagos que não foram realizados. Ao todo, pelo menos 12 boletins de ocorrência foram registrados. Uma das vítimas afirmou ter desembolsado R$ 17 mil para três cirurgias, mas realizado apenas uma.

A Prefeitura de São Paulo informou que o estabelecimento não possui licença de funcionamento. Herbert Gauss é investigado pela Polícia Civil desde setembro deste ano por exercício ilegal da medicina, a pedido do Cremesp.

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Em nota, a clínica Dr. Plástica disse lamentar profundamente a morte de Larissa e afirmou não ter sido procurada para prestar esclarecimentos, alegando também não ter acesso ao laudo médico. A defesa de Herbert Gauss declarou que, após a cassação de sua licença, ele “atuou apenas na área administrativa da clínica”. No entanto, documentos obtidos pela polícia mostram pedidos de exames assinados e carimbados por ele mesmo após a perda do registro.

O Cremesp reforçou que pacientes devem verificar o registro e a especialização dos médicos antes de realizar qualquer procedimento estético. A clínica afirmou ainda que as cirurgias foram realizadas em hospitais licenciados e que eventuais ressarcimentos serão analisados individualmente, com pagamento parcelado a partir de 2026.

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Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1

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