Pix passa a ser rastreado para bloquear dinheiro de golpes e fraudes
O Banco Central (BC) iniciou neste domingo (23) a operação do MED 2.0, nova versão do sistema de segurança do Pix voltado ao combate de fraudes e golpes bancários. A ferramenta, inicialmente facultativa, será obrigatória para todas as instituições financeiras a partir de fevereiro de 2026.
Com o novo modelo, o rastreamento dos valores suspeitos passará a ocorrer em várias contas, permitindo o bloqueio em diferentes etapas da transferência e ampliando as chances de recuperar o dinheiro enviado de forma fraudulenta. Atualmente, o sistema só permite o bloqueio na primeira conta recebedora, o que facilita a movimentação rápida dos golpistas para outras contas.
O diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, Renato Dias de Brito Gomes, afirmou que a mudança tornará mais difícil o caminho para criminosos. Segundo ele, o novo processo permitirá rastrear “as camadas” de movimentação e ampliar o tempo de resposta.
A contestação continua sendo feita diretamente no aplicativo dos bancos, por meio do botão específico ativado desde outubro. Após o acionamento, a instituição financeira tem até sete dias para análise do caso, e a devolução poderá ser feita em até 11 dias. A medida é válida somente para fraudes, golpes ou coerção, não se aplicando a erros de envio ou desacordos comerciais.
Dados do Banco Central indicam que o Pix já devolveu mais de R$ 1,5 bilhão desde a criação do mecanismo em 2021. Somente em 2025, até julho, os valores restituídos somam R$ 377,4 milhões. O BC segue implementando novas funcionalidades e medidas de segurança para ampliar a confiança e reduzir riscos no sistema de pagamento instantâneo mais utilizado do país.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do R7











