Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado

Conforme informou a federação, a decisão pela greve ocorreu depois de diversas rodadas de negociação entre a categoria e a direção da estatal, incluindo tentativas de mediação conduzidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a Findect, a empresa manteve sua posição em relação à proposta salarial apresentada, levando os trabalhadores a rejeitá-la.
Impasse também sobre plano de saúde
Além da questão salarial, outro ponto de discordância entre trabalhadores e a estatal envolve o plano de saúde oferecido aos funcionários. De acordo com a federação sindical, a direção dos Correios pretende deixar de manter a cobertura atual, medida que, na avaliação da categoria, pode resultar na transferência do custeio do benefício para os próprios trabalhadores e comprometer a qualidade da assistência médica oferecida.
Em nota, a Findect afirmou que continuará acompanhando o desenrolar do movimento, ao lado dos sindicatos filiados, e reiterou disposição para buscar uma solução negociada que atenda às reivindicações da categoria.
Estatal enfrenta crise financeira
A greve ocorre em meio a um cenário de dificuldades financeiras enfrentado pelos Correios. A estatal encerrou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões.
No ano anterior, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco instituições bancárias, com o objetivo de reestruturar suas operações. Como condição para obter o aval do Tesouro Nacional na operação, os Correios se comprometeram a executar um plano de reestruturação que previa o fechamento de agências, o fim do pagamento de uma gratificação de R$ 500 destinada a funcionários que atuam no atendimento ao público, além da implementação de um sistema voltado ao mapeamento dos recursos necessários para a realização das entregas.
Contudo, a execução dessas medidas foi suspensa em julho, em razão da ameaça de greve por parte dos funcionários.
Conforme já noticiado pelo jornal O GLOBO, os Correios avançaram, no início de setembro, nas tratativas para a obtenção de um novo empréstimo, desta vez no valor de R$ 7 bilhões. A proposta foi encaminhada para análise do Ministério da Fazenda na semana passada, com o objetivo de avaliar a capacidade de pagamento da estatal. A expectativa é de que o governo federal atue como avalista da operação, oferecendo a garantia necessária para viabilizar o financiamento.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Info Money











