Calorão: como minimizar os riscos de intoxicação com os alimentos no verão

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Com a chegada do verão, aumentam não apenas as temperaturas e o fluxo de pessoas em praias e áreas de lazer, mas também os casos de doenças transmitidas por alimentos. Especialistas alertam que o período exige atenção redobrada com a higienização, o armazenamento e o preparo dos alimentos, já que o calor favorece a proliferação de microrganismos capazes de causar infecções intestinais.

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No início de 2025, um surto de virose registrado no litoral sul de São Paulo foi associado à circulação do norovírus, um dos agentes mais comuns de gastroenterites. A transmissão ocorre, principalmente, pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, geralmente mal higienizados ou preparados com água imprópria para consumo.

Segundo a nutricionista Priscilla Primi, colunista do jornal O Globo, todos os alimentos possuem microrganismos, muitos deles inofensivos ao organismo humano. O problema surge quando a carga bacteriana ou viral é elevada a ponto de ultrapassar a capacidade de defesa do sistema imunológico. Alimentos de origem animal, como carnes, peixes, aves, leite e derivados, são considerados mais suscetíveis à contaminação, especialmente após o abate, motivo pelo qual devem ser mantidos sob refrigeração adequada.

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A especialista explica que o resfriamento e o congelamento não eliminam bactérias e vírus, mas apenas os mantêm inativos. Quando esses alimentos são expostos a temperaturas entre 10°C e 60°C — faixa conhecida como “zona de perigo” — os microrganismos voltam a se multiplicar rapidamente. Por isso, órgãos de vigilância sanitária não recomendam descongelar alimentos e recongelá-los sem que passem por um processo de cocção.

Ainda assim, o transporte de carnes e outros produtos refrigerados do mercado até a residência, quando feito em tempo adequado, não representa risco imediato. O alerta está relacionado ao tempo prolongado fora da refrigeração e ao consumo de alimentos que permanecem muito tempo descongelados, além de preparações mais sensíveis, como sobremesas com creme, maionese caseira e pratos prontos mantidos fora da temperatura ideal.

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As altas temperaturas também aceleram o amadurecimento de frutas, legumes e hortaliças, devido ao aumento da produção de etileno, hormônio responsável por esse processo. A orientação é manter esses alimentos refrigerados sempre que possível e realizar a higienização adequada, com lavagem em água corrente e, quando indicado, imersão em solução clorada.

Outro ponto de atenção no verão é o consumo de bebidas geladas, especialmente em ambientes externos. O gelo utilizado deve ser de procedência conhecida, preferencialmente industrializado e armazenado de forma adequada. Em locais como praias, há o risco de utilização de gelo produzido com água sem tratamento, o que pode se tornar mais um vetor de contaminação.

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Diante desse cenário, profissionais da área da saúde reforçam que medidas simples de higiene e cuidado no preparo dos alimentos são fundamentais para reduzir os riscos de doenças gastrointestinais durante o verão.

Fonte: Guia Muriaé, com informações do Globo

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