DEMSUR lança programa de parcelamento de dívidas em Muriaé

A inadimplência em relação ao pagamento de contas de água em Muriaé chegou a patamares inéditos. Atualmente, o valor soma quase R$ 3,5 milhões. Isso porque, em função da pandemia, foi interrompido o corte por falta de pagamento.

No entanto, o decreto que determinava o impedimento dos cortes venceu em dezembro do ano passado e, por isso, estes cortes voltarão a acontecer em breve. Apesar disso, o DEMSUR postergou esta medida durante todo o primeiro trimestre deste ano e lançou o programa de parcelamento de dívidas para que a população tenha a oportunidade de regularizar a sua situação, dividindo o valor em até 12 vezes sem juros, com adesão até o dia 31 de março.

Para tanto, basta entrar em contato com o DEMSUR através do WhatsApp (32) 9.8863-3290 ou pessoalmente, na Central de Atendimento, localizada no Térreo do Centro Administrativo, munido de RG, CPG e uma conta de água. O parcelamento abrange as contas vencidas de março a dezembro de 2020.

A situação financeira do DEMSUR não é confortável, como muitos imaginam. Apesar da arrecadação, as despesas são altas e consomem toda receita. Outros gastos volumosos contribuem para um caixa apertado.

O fato de o Aterro Sanitário Municipal estar com as atividades suspensas, em virtude de problemas técnicos e a perda da licença ambiental, desde o início do ano passado, gera uma despesa de quase R$ 320 mil por mês, além de morosidade na coleta do lixo, desgaste de caminhões e motoristas, que precisam levar o resíduo até o aterro contratado, em Leopoldina, região limítrofe com Recreio.

O caixa do DEMSUR começou o ano com R$ 385.714,59. Valor muito baixo para a realidade da autarquia, que precisa arcar com obras de recuperação e melhorias na cidade, além das despesas fixas.

Por isso, a Diretora Geral, Maria da Consolação, juntamente com seus diretores técnicos, iniciaram um planejamento com vistas a recuperação financeira do DEMSUR.

Dentre as ações, além do programa de parcelamento de dívidas, que visa recuperar os R$3,5 milhões de inadimplência, eles já conseguiram enxugar a folha de pagamento, gerando uma economia no mês de janeiro de mais de R$ 200 mil em relação a dezembro.

O projeto de recuperação do Aterro Municipal é outra prioridade, afinal, o custo de quase R$ 320 mil precisa ser extinto. Por isso, já em janeiro, o projeto foi concluído e colocado em andamento. As obras estão iniciando e a previsão é que ainda este ano o Aterro Municipal esteja liberado para uso.

Fonte: DEMSUR


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