Família é presa ao tentar desviar R$ 1 milhão
A reunião familiar agora será na cadeia. Policiais civis da 12ª DP (Copacabana) prenderam em flagrante uma mulher e o tio dela por tentarem desviar mais de R$ 1 milhão de uma conta bancária. A dupla foi capturada, nesta sexta-feira (13/02), em um bar na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
As diligências tiveram início no momento que a equipe foi acionada por uma agência bancária após a gerente desconfiar da autenticidade de uma procuração apresentada por uma mulher que pretendia movimentar uma conta-corrente inativa, mas com saldo superior a R$ 1 milhão. O titular da conta reside atualmente na Austrália.
Enquanto o documento era submetido à central de validação, a criminosa deixou a agência sob o pretexto de “tomar um café”. De forma técnica e estratégica, os agentes disfarçados acompanharam discretamente a movimentação e observaram quando ela se encontrou com dois familiares em um bar na Barra da Tijuca.
Durante a vigilância, os policiais ouviram um dos envolvidos questionar se “havia dado certo”, recebendo resposta positiva. Diante dos indícios, a equipe realizou a abordagem e todos foram conduzidos à unidade policial.
Em contato com o cartório cearense, onde a procuração teria sido emitida, foi confirmada a falsidade da documentação apresentada. Em depoimento, a mulher admitiu que sabia da fraude e afirmou ter sido convidada pelo próprio tio para participar do golpe. Ele também confessou que tinha ciência da falsidade do documento e revelou que a ação teria sido idealizada por um terceiro envolvido, residente no Ceará.
As investigações apontaram que o plano consistia em transferir o valor da conta e dividir o montante entre os participantes. Uma terceira pessoa que acompanhava o encontro alegou desconhecer a prática criminosa, versão confirmada pelos demais envolvidos.
Diante dos fatos, a dupla foi autuada em flagrante pelos crimes de estelionato tentado e associação criminosa. As diligências continuam para apurar como a dupla teve acesso aos dados da conta bancária e se há outros envolvidos no esquema.
Fonte: PCERJ











