Mãe dá surra em menina de 8 anos, grava e compartilha vídeo em grupo da família: ‘Tô arrebentando ela aqui’
Agressão ocorreu em São Geraldo, na Zona da Mata mineira. Após denúncia ao Conselho Tutelar, criança foi encaminhada para um abrigo; Polícia Civil investiga a mulher, que não foi presa por estar fora de flagrante.
A Polícia Civil apura um caso de violência contra criança ocorrido no município de São Geraldo, na Zona da Mata mineira. Uma mulher de 32 anos é investigada por agredir a própria filha, de 8 anos, registrar as agressões em vídeo e divulgar as imagens em redes sociais. A suspeita não foi detida, uma vez que não houve flagrante, e a investigação está sob responsabilidade da delegacia de Visconde do Rio Branco.
De acordo com informações da Polícia Militar, a ocorrência foi comunicada no último domingo (4), após o Conselho Tutelar receber denúncia sobre a circulação do vídeo. As agressões teriam ocorrido alguns dias antes, mas ganharam repercussão ao serem compartilhadas durante o fim de semana. As imagens mostram a criança sendo agredida e submetida a ofensas verbais, situação que motivou a intervenção imediata dos órgãos de proteção.
Segundo o Conselho Tutelar, o material teria sido encaminhado pela própria mãe a um grupo de familiares. Em relato preliminar, a mulher alegou que estaria corrigindo a filha por um comportamento que considerou inadequado. Até então, não havia registros anteriores de denúncias envolvendo a família. A menina vivia com a mãe e o padrasto.
Após a constatação da violência, a criança foi retirada do convívio familiar, recebeu atendimento médico em uma unidade de saúde e, posteriormente, foi encaminhada a um abrigo, onde permanece sob proteção institucional.
O Ministério Público de Minas Gerais informou que acompanhou a atuação do Conselho Tutelar na retirada da criança do lar e aguarda a formalização do procedimento para adoção das medidas judiciais cabíveis, incluindo ação de acolhimento emergencial. O órgão destacou que, caso não haja familiar apto a assumir a guarda e a Justiça entenda que não é seguro o retorno ao convívio materno, outras providências legais poderão ser adotadas.
Especialistas e autoridades reforçam que a legislação brasileira veda qualquer forma de castigo físico ou tratamento cruel contra crianças e adolescentes. Casos de violência podem configurar crimes como lesão corporal ou maus-tratos, com agravantes quando cometidos no ambiente familiar, além de sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que podem incluir a perda do poder familiar.
Órgãos públicos orientam que situações de suspeita ou confirmação de agressões sejam denunciadas por canais oficiais, como o Disque 100, o Conselho Tutelar ou as forças de segurança, a fim de garantir a proteção imediata das vítimas e a responsabilização dos envolvidos.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











