‘Motivo fútil e meio cruel’: mãe que dopou e matou filha de 7 anos é indiciada por homicídio qualificado
Informação foi divulgada nesta quarta-feira (9) pela Polícia Civil. Caso, registrado em Leopoldina, segue agora para o Ministério Público, que vai analisar se oferece denúncia ou não. Mulher permanece no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em Barbacena.
A mãe de 31 anos, presa em flagrante por assassinar a própria filha de sete anos em Leopoldina, foi indiciada nesta quarta-feira (9) pela Polícia Civil de Minas Gerais por homicídio qualificado, com cinco qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, homicídio contra menor de 14 anos e em situação de vulnerabilidade.
Segundo a corporação, a mulher confessou o crime, relatando que dopou a criança com um ansiolítico, depois a asfixiou e em seguida a esfaqueou no peito e nos pulsos. O crime ocorreu na madrugada do dia 1º de julho e foi descoberto pela Polícia Militar após uma denúncia recebida por volta das 7h.
A menina, identificada como Laura Liz do Patrocínio Lupatini, foi levada ainda com vida pelo avô para a Casa de Caridade Leopoldinense, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe, por sua vez, tentou tirar a própria vida e foi socorrida pelo Samu ao mesmo hospital, onde ficou internada sob escolta policial.
O pai da criança e ex-companheiro da autora procurou a polícia ao receber uma mensagem ameaçadora da mulher. Segundo a Polícia Militar, a motivação do crime estaria relacionada à não aceitação do fim do relacionamento com ele.
Publicações nas redes sociais
Antes ou após o crime, a mãe chegou a fazer postagens enigmáticas e uma despedida à filha nas redes sociais. Uma das mensagens mencionava que a menina “iria para o mundo de Neves”, sem explicação clara sobre o significado da frase.
Defesa e próximos passos
A advogada Juliana Campos, que atua na defesa da mulher, informou por nota que ainda está apurando os fatos e analisando os elementos do caso, que corre sob segredo de Justiça. O processo segue agora para o Ministério Público, que decidirá se oferecerá ou não denúncia formal contra a acusada.
Nota da defesa na íntegra
“Em relação ao indiciamento de minha cliente, esclareço que estamos em processo de apuração dos fatos e análise minuciosa dos elementos que envolvem este caso. Como advogada de defesa, reitero que a presunção de inocência, um direito constitucional, deve ser respeitada e garantida em todas as etapas do procedimento, especialmente durante a investigação e possível processo judicial. É fundamental que as investigações prossigam de forma imparcial e que todos os elementos de prova sejam devidamente analisados, considerando as circunstâncias que envolvem o caso e a complexidade dos fatos. O papel da defesa será sempre buscar a verdade, com a transparência e a ética que norteiam a profissão, garantindo que todos os direitos sejam preservados, conforme o ordenamento jurídico vigente. Como o processo está em andamento, não podemos nos aprofundar em detalhes específicos do caso, mas asseguramos que nossa atuação será pautada pela diligência, responsabilidade e respeito aos tribunais e à justiça. Agradeço pela compreensão e reitero que meu compromisso é com a legalidade”.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1











