Mulher é condenada a 17 anos por planejar morte de caseiro e de mulher por causa de herança em Muriaé
Juscelio Garcia Carneiro teve a morte registrada inicialmente como queda de cachoeira antes de investigação revelar o homicídio, ocorrido em agosto de 2024. Defesa de Simone Afonso de Paula disse que irá recorrer da decisão.

Segundo a defesa da ré, a decisão será respeitada, porém um recurso será apresentado. O julgamento teve início na quarta-feira (27) e contou com oitiva de testemunhas, análise de provas e debates entre acusação e defesa. O caso gerou grande repercussão regional e familiares da vítima acompanharam o julgamento.
Relembre o crime
O homicídio ocorreu em 29 de agosto de 2024, em uma propriedade rural no distrito de Bom Jesus, em Laranjal, Zona da Mata mineira. Inicialmente, a morte do caseiro, de 57 anos, foi registrada como uma queda em uma cachoeira. No entanto, investigações da Polícia Civil apontaram que ele foi executado com um tiro na nuca.
De acordo com o inquérito, o crime teria sido encomendado por um casal com o objetivo de eliminar testemunhas e encobrir uma tentativa de homicídio contra uma jovem de 27 anos, inventariante e herdeira da propriedade onde Juscelio trabalhava.
Dois adolescentes — ambos com 17 anos à época — foram apontados como responsáveis pela execução do plano, mas não encontraram o alvo principal e acabaram assassinando o caseiro. A investigação ainda indica que o esposo de Simone, suposto mandante do crime e pai de um dos menores envolvidos, teria interesse direto na herança da propriedade.
Ele e outros investigados seguem respondendo ao processo em fases diferentes da Justiça.
Ainda não há previsão para o julgamento dos demais acusados.
Fonte: Guia Muriaé









