Polícia Civil indicia suspeitos em caso de suposta venda de vagas para cirurgia

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A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu inquérito policial que apurou um suposto esquema que cobrava para antecipar cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no município de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

Dois suspeitos – um médico, de 61 anos, e uma instrumentadora cirúrgica, de 50 anos – que trabalhavam em um hospital da cidade, foram indiciados pela prática de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, por “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”.

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Além disso, desdobramentos das investigações apontaram que ambos são suspeitos de cometerem o crime de extorsão. O investigado também responderá por falsidade ideológica e por falsidade documental.

Conforme a delegada Ione Barbosa, no início dos trabalhos investigativos, a Polícia Civil já havia solicitado a suspensão das atividades laborais dos envolvidos. “Na época, o pedido foi deferido e também solicitamos a prisão dos suspeitos.

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As investigações continuaram e chegamos a onze vítimas. Ouvimos, pelo menos, vinte pessoas”, explicou, complementando que a PCMG realizou a apuração e coletou todos os elementos na investigação que resultaram no indiciamento dos suspeitos pela prática do crime de concussão em desfavor de três dessas vítimas. “Eles se utilizaram dos cargos, para, em tese, a venda dessas vagas no SUS”, ressaltou.

Além disso, a delegada informou que eles teriam cometido o crime de extorsão, envolvendo, pelo menos, sete vítimas. “Elas teriam sido vitimadas psicologicamente para pagarem para a instrumentadora entre R$300 a R$1500, pois o médico exigia que fosse aquela instrumentadora que atuasse, sob pena de não fazer a cirurgia. Houve uma violência psicológica muito efetiva em relação a essas vítimas”, informou.

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Apurações também indicaram que, entre as vítimas, há três pessoas que relataram que os procedimentos que estavam nas guias emitidas pela clínica do médico não haviam sido realizados. “Contaram, ainda, que suas assinaturas foram falsificadas. Diante disso, submetemos essas assinaturas à perícia técnica e foi detectada a falsidade. Então, o médico responderá por falsidade ideológica e por falsidade documental”, concluiu, enfatizando que ouras possíveis vítimas podem procurar a Delegacia para que a Polícia Civil adote as medidas cabíveis.

Fonte: PCMG

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