Supostas advogadas do Comando Vermelho são investigadas por uso ilegal de parlatório na Penitenciária em Muriaé

As investigações apontam que as profissionais de advocacia vinham utilizando sua prerrogativa de acesso ao parlatório de forma sistemática para intermediar comunicações ilícitas entre custodiados e o meio externo, com o objetivo de assegurar a continuidade das atividades da organização criminosa, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e práticas de violência.
Com base nos elementos probatórios reunidos, o MPMG requereu e obteve da Justiça a expedição de mandados de busca e apreensão nos endereços das investigadas e nas celas de diversos presos envolvidos, onde foram apreendidos celulares, documentos e dispositivos eletrônicos que podem comprovar a instrumentalização das prerrogativas da advocacia para fins ilícitos.
A decisão judicial também determinou, de forma cautelar, a suspensão temporária do direito das advogadas de realizarem atendimentos presenciais no estabelecimento prisional, a fim de interromper o fluxo de comunicação criminosa.
De acordo com os promotores de Justiça, “a medida reforça o compromisso do Ministério Público com a defesa da ordem pública, o enfrentamento das organizações criminosas e a preservação da integridade do sistema prisional, atuando com firmeza sempre que identificada a deturpação de garantias legais para viabilizar a prática de crimes”.
Fonte: MPMG









