Preso matou detento que dividia cela após sofrer hostilização por ser homossexual em Muriaé

De acordo com a investigação, o autor foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, com agravantes de motivo fútil, asfixia e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. A pena, caso haja condenação, pode ultrapassar 30 anos de prisão. Um segundo detento, que estava na cela no momento dos fatos e teria auxiliado na contenção da vítima, também foi indiciado pelos mesmos crimes.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Tayrony Espíndola, o autor do homicídio relatou que vinha sofrendo hostilizações e ameaças de outros presos por ser homossexual, além de temer represálias de integrantes de facção criminosa. Ainda conforme a apuração, ele teria tomado conhecimento de que a vítima estaria em processo de reintegração ao grupo criminoso, o que aumentou sua sensação de risco iminente.
A Polícia Civil esclareceu que, diferentemente das informações iniciais divulgadas, o detento homossexual era o autor do crime, e não a vítima. As investigações apontaram que o homicídio ocorreu dentro da cela, durante o período em que os demais presos participavam do banho de sol. Exames complementares ainda deverão esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Em nota, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que o caso também está sendo apurado administrativamente, por meio de procedimento interno instaurado pela direção da unidade prisional. O autor do crime, que já cumpria pena por outro homicídio, permanece custodiado no mesmo presídio e poderá sofrer sanções disciplinares.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que irá analisar o caso e decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do G1










