Casal é preso suspeito de matar o próprio filho de 10 meses com requintes de crueldade

Um casal de jovens de 21 e 25 anos foi preso na cidade de Raul Soares, na Zona da Mata, por serem suspeitos de matar uma criança de apenas dez meses de idade.

Inicialmente, o jovem de 25 anos contou à polícia que a sua namorada de 21 anos está residindo em sua casa a aproximadamente 28 dias, desde quando foram diagnosticados com sintomas do novo coronavírus (Covid-19).

O rapaz disse ainda que a namorada tinha o hábito de sempre dormir ao lado do seu bebê e que nessa sexta-feira (1), por volta das 6h, havia deixado a criança dormindo em um colchão no chão do quarto.

Ainda segundo o jovem, a criança, filha da suspeita, chorou a noite toda demonstrando que poderia estar com alguma enfermidade, e que pela manhã foi se deitar com o bebê na sala, onde adormeceram e acordaram por volta das 10 h.

Neste momento, a mãe da criança teria ido até o quarto e encontrou o bebê deitado com sinais de estar já sem vida, com a pele arroxeada e as pernas enrijecidas.

O jovem disse que precisou levar a namorada para a residência dos avós dela, no Bairro Tarza, pois ela estava muito nervosa e começou a passar mal.

Em seguida o rapaz disse que acionou a Polícia Militar que esteve no local e constatou que realmente a criança estava sem os sinais vitais.

A mãe da criança disse à polícia que ela apresentava problemas de saúde chegando a ficar internada no Hospital São Sebastião por uma noite e liberada, mas que porém posteriormente a criança apresentou sangramento no ouvido, fato este comunicado a ela pela babá da criança.

A jovem disse ainda que virou a criança de posição, tentou mexer as pernas e reanimá-la, porém sem resultado, e que não aguardou no local pois começou a passar mal e estava sem condições.

Possível homicídio

Após a criança passar pelo Instituto Médico Legal (IML) em Caratinga, foi constatado pelo médico legista que esta apresentava sinais de estrangulamento e que o pulmão havia sido afetado proveniente de algum trauma, indicando assim que a criança teria sido vítima de homicídio e não morta por causas naturais como se havia pensado no início.

Diante da constatação de que se tratava de homicídio, em virtude dos sinais de violência no corpo da vítima, o casal foi preso, embora houvesse a negativa da autoria do crime por parte de ambos, uma vez que não foi vislumbrada a presença de outras pessoas no local que pudessem ter contribuído para a causa morte da vitima.

Fonte: Portal Caparaó


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