Dono de ferro-velho suspeito de liderar esquema de desmanche de veículos e lavagem de dinheiro movimentou R$ 3 milhões
Suspeito foi preso no dia 3 de setembro, durante primeira fase da Operação 'Cymprium'. Segundo a polícia, ele ostentava viagens e carros de luxo nas redes sociais.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desvendou, nessa terça-feira (16/9), um esquema de desmanche ilegal de veículos associado à lavagem de dinheiro, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A ação é um desdobramento da operação Cymprium.
Durante buscas realizadas em um ferro-velho no bairro Borboleta e em um galpão no bairro Marilândia, ambos vinculados ao principal investigado, foram apreendidas centenas de peças automotivas de origem ilícita, além de veículos e carcaças que evidenciam a prática criminosa.
No galpão vistoriado, a Polícia Civil verificou que alguns automóveis em processo de desmanche eram provenientes de leilões, enquanto outros apresentavam dívidas de financiamento, impedimentos judiciais ou débitos de impostos. A prática, além de irregular, configura crimes previstos no Código Penal.
Três funcionários que estavam no local foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos, sendo liberados em seguida. O estabelecimento foi interditado.
Investigações
As apurações, conduzidas pelo setor de inteligência da Delegacia Regional em Juiz de Fora, tiveram início após a prisão, no dia 3 de setembro, de um homem de 29 anos. À época, foi encontrado com ele 1,5 tonelada de cobre furtado.
Segundo levantamentos, o suspeito ostentava nas redes sociais viagens e carros de luxo, além de ter movimentado valores superiores a R$ 3 milhões em apenas dois meses deste ano. Parte desse montante era direcionado à compra de veículos de leilão, posteriormente desmontados para a revenda clandestina de peças.
O homem, preso no início deste mês, poderá responder por exercício irregular da profissão, adulteração de sinal identificador, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, associação criminosa e furto.
De acordo com o delegado Márcio Rocha, a atuação da Polícia Civil busca atingir diretamente o patrimônio obtido de forma ilícita pelo suspeito. “Ao desarticularmos esse tipo de atividade, cortamos a fonte de lucro que fomenta furtos e roubos de fios de cobre e outros crimes patrimoniais em nossa região”, destacou Rocha.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e apurar a extensão da atuação do grupo criminoso em Juiz de Fora e em municípios vizinhos.
Fonte: PCMG











